sexta-feira, 1 de maio de 2015

DIA DO TRABALHO - No 1º de Maio, presidente da CUT anuncia frente nacional de esquerda unificada

na Rede Brasil Atual
Em referência à agenda conservadora vigente no país, Vagner Freitas disse no ato do Anhangabaú: 'Aqui se organiza a resistência'
São Paulo – O presidente da CUT, Vagner Freitas, disse hoje (1º), no ato unificado do Dia do Trabalho, no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo,que está lançada a frente nacional de esquerda unificada. "Aqui se organiza a resistência", disse, em referência à agenda conservadora vigente no país. O ato realizado pela CUT, CTB, Intersindical e movimentos populares reúne aproximadamente 50 mil pessoas, segundo a organização.
Segundo o dirigente cutista, o Projeto de Lei 4.330, da terceirização, é o maior achaque aos direitos dos trabalhadores, "uma ousadia da direita, que nem a ditadura conseguiu fazer". Para Freitas, mesmo perdendo as eleições, os conservadores "querem empurrar sua agenda ao país"

'Aqui se organiza a resistência'
Ele afirmou que se os senadores também aprovarem o projeto, como fizeram os deputados no último dia 22, a mobilização será pelo veto da presidenta Dilma Rousseff, e que 29 de maio será um dia nacional de paralisações: "Vamos construir uma greve geral para ela vetar. Não é contra governo, mas contra a retirada de direitos".
Freitas considerou que teria sido melhor a presidenta fazer o tradicional pronunciamento do 1º de Maio em cadeia de rádio e televisão, e não pelas redes sociais, mas que o importante é o apoio manifestado por Dilma ontem (30), em reunião com centrais, contra a terceirização da atividade-fim e pela regulamentação.
"Apostar numa pauta positiva é tudo o que nós queremos e vamos cobrar do governo esta conta", disse o presidente da CTB, Adilson Araújo. Ao falar sobre o apoio da Força Sindical ao PL 4.330, afirmou que a tese da central representa uma posição da cúpula, não de sua base. "Penso que a direção vai na contramão daquilo que os trabalhadores defendem."
'Aqui se organiza a resistência'

Já o coordenador do Movimentos dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, considera o PL 4.330 o maior ataque ao conjunto dos trabalhadores, não apenas os sindicalizados, mas os mais precarizados. "Somos contra as MPs 664 e 665 porque o ajuste fiscal corta investimentos. O Minha Casa, Minha Vida 3 não foi lançado até agora por causa do ajuste."
Boulos destacou que o ato de hoje também é um desagravo aos professores do Paraná, que foram agredidos pela Polícia Militar na quinta-feira (29). "O governador Beto Richa (PSDB) não pode ficar à frente do governo do Paraná depois do que fez com os professores."
O integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Gilmar Mauro falou sobre a agenda conservadora vigente no país, seja por meio da atuação do Congresso ou pelas manifestações populares. Ele diz que neste momento é preciso preparar a defesa: "Precisamos resistir e preparar o contra-ataque. Hoje só temos uma alternativa, que é a rua. Há um ódio muito grande de classes sendo destilado. Temos de responder com ação e politização.


Ao comentar sobre o ajuste fiscal anunciado pelo governo Dilma Rousseff no final de 2014 e ainda em discussão no Congresso disse que foi um erro "gravíssimo". "Nos dedicamos ao máximo para reeleger a Dilma. País nenhum no mundo se recuperou do ponto de vista econômico fazendo ajuste fiscal."
Segundo o ativista, existem muitos desafios. "A burguesia nos lembra todos os dias que existe luta de classes. Os meios de comunicação buscam formar consenso na sociedade: a ideia da redução da maioridade penal, do impeachment, do estigma dos movimentos sociais, para implementar um receituário que perdeu nas eleições".
A respeito do PL 4.330 e a admissibilidade da maioridade penal, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) também destacou o fato de a direita ter colocado sua pauta no Congresso Nacional. Porém, ele observou que nesses dois temas houve uma reação muito importante da sociedade, lembrando que diminuiu o número de votos favoráveis ao 4.330 na segunda votação.
Teixeira avalia que há neste momento uma reorganização de forças no Congresso evitando que o centro político se junte ao setor conservador: "É preciso resistir a essa agenda do Eduardo Cunha (presidente da Câmara).



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