sexta-feira, 29 de maio de 2015

PRÓ CORRUPÇÃO - Financiamento empresarial: confira o voto de cada deputado

na Rede Brasil Atual
Após manobra regimental, tema foi recolocado em discussão e aprovado com 330 votos, ante 141 contrários
Cunha_lideres.jpg
Eduardo Cunha impõe manobra a líderes partidários para colocar em votação emenda que liberou empresas a patrocinar eleições
São Paulo – Na noite de ontem (27), em mais uma manobra regimental em defesa de interesses pessoais e objetivos partidários, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recolocou o financiamento de campanhas eleitorais por empresas – desta vez para os partidos, em vez de diretamente aos candidatos. A proposta já havia sido rejeitada na sessão iniciada na terça-feira (26).
Apenas quatro partidos se posicionaram contra a estratégia: PT, PDT, PCdoB e PSB. O Psol nem sequer aceitou a votação, propondo sua obstrução.
O texto acabou aprovado por ampla maioria, de 330 votos a favor e 141 contrários. Confira abaixo como votou cada deputado. A lista é dividida por partidos.
Parlamentar
UFVoto
DEM
Alberto FragaDFSim
Alexandre LeiteSPSim
Carlos MellesMGSim
Claudio CajadoBASim
Efraim FilhoPBSim
Eli Côrrea FilhoSPSim
Elmar NascimentoBASim
Felipe MaiaRNSim
Hélio LeitePASim
Jorge Tadeu MudalenSPSim
José Carlos AleluiaBASim
MandettaMSSim
Marcelo AguiarSPSim
Mendonça FilhoPESim
Misael VarellaMGSim
Moroni TorganCESim
Pauderney AvelinoAMSim
Paulo AziBASim
Professora Dorinha Seabra RezendeTOSim
Rodrigo MaiaRJSim
Total DEM: 20
PCdoB
Alice PortugalBANão
Aliel MachadoPRNão
Carlos Eduardo CadocaPENão
Chico LopesCENão
Daniel AlmeidaBANão
Davidson MagalhãesBANão
Jandira FeghaliRJNão
Jô MoraesMGNão
João DerlyRSNão
Luciana SantosPENão
Orlando SilvaSPNão
Rubens Pereira JúniorMANão
Wadson RibeiroMGNão
Total PCdoB: 13
PDT
Abel Mesquita Jr.RRSim
Afonso MottaRSNão
André FigueiredoCENão
DagobertoMSNão
Damião FelicianoPBNão
Félix Mendonça JúniorBANão
Flávia MoraisGONão
Major OlimpioSPNão
Marcelo MatosRJNão
Marcos RogérioRONão
Pompeo de MattosRSNão
Roberto GóesAPSim
Sergio VidigalESNão
Subtenente GonzagaMGNão
Weverton RochaMANão
Wolney QueirozPENão
Total PDT: 16
PEN
André FufucaMASim
Junior MarrecaMASim
Total PEN: 2
PHS
Adail CarneiroCESim
Carlos AndradeRRSim
Diego GarciaPRSim
Kaio ManiçobaPESim
Marcelo AroMGSim
Total PHS: 5
PMDB
Alberto FilhoMASim
Alceu MoreiraRSSim
Aníbal GomesCESim
Baleia RossiSPSim
Cabuçu BorgesAPSim
Carlos BezerraMTSim
Carlos Henrique GaguimTOSim
Carlos MarunMSSim
Celso JacobRJSim
Celso MaldanerSCSim
Celso PanseraRJSim
Daniel VilelaGOSim
Danilo ForteCESim
Darcísio PerondiRSSim
Dulce MirandaTOSim
Edinho BezSCSim
Edio LopesRRSim
Eduardo CunhaRJArt. 17
Elcione BarbalhoPANão
Fabio ReisSESim
Fernando JordãoRJSim
Flaviano MeloACSim
Geraldo ResendeMSSim
Hermes ParcianelloPRSim
Hildo RochaMASim
Hugo MottaPBSim
Jarbas VasconcelosPESim
João ArrudaPRSim
João Marcelo SouzaMASim
José FogaçaRSNão
Josi NunesTOSim
Laudivio CarvalhoMGSim
Lelo CoimbraESSim
Leonardo PiccianiRJSim
Leonardo QuintãoMGSim
Lindomar GarçonROSim
Lucio MosquiniROSim
Lucio Vieira LimaBASim
Manoel JuniorPBSim
Marcelo CastroPINão
Marcos RottaAMSim
Marinha RauppROSim
Marquinho MendesRJSim
Marx BeltrãoALSim
Mauro LopesMGSim
Mauro MarianiSCSim
Mauro PereiraRSSim
Newton Cardoso JrMGSim
Osmar SerraglioPRSim
Pedro ChavesGOSim
Rodrigo PachecoMGSim
Rogério Peninha MendonçaSCSim
Ronaldo BenedetSCSim
Roney NemerDFSim
Saraiva FelipeMGSim
Sergio SouzaPRSim
Simone MorgadoPANão
Soraya SantosRJSim
Veneziano Vital do RêgoPBSim
Vitor ValimCESim
Walter AlvesRNSim
Total PMDB: 61
PMN
Antônio JácomeRNSim
Dâmina PereiraMGSim
Hiran GonçalvesRRSim
Total PMN: 3
PP
Afonso HammRSNão
Aguinaldo RibeiroPBSim
Arthur LiraALSim
Beto RosadoRNSim
Cacá LeãoBASim
Conceição SampaioAMSim
Covatti FilhoRSSim
Dilceu SperaficoPRSim
Dimas FabianoMGSim
Esperidião AminSCNão
Ezequiel FonsecaMTSim
Fernando MonteiroPESim
Guilherme MussiSPSim
Iracema PortellaPISim
Jair BolsonaroRJSim
Jerônimo GoergenRSSim
Jorge BoeiraSCNão
José Otávio GermanoRSNão
Julio LopesRJSim
Lázaro BotelhoTOSim
Luis Carlos HeinzeRSSim
Luiz Fernando FariaMGSim
Marcelo BelinatiPRNão
Marcus VicenteESSim
Mário Negromonte Jr.BASim
Missionário José OlimpioSPSim
Nelson MeurerPRSim
Odelmo LeãoMGSim
Paulo MalufSPSim
Renato MollingRSSim
Renzo BrazMGSim
Ricardo BarrosPRSim
Roberto BalestraGOSim
Ronaldo CarlettoBASim
Sandes JúniorGOSim
Toninho PinheiroMGSim
Waldir MaranhãoMASim
Total PP: 37
PPS
Alex ManenteSPNão
Arnaldo JordyPANão
Carmen ZanottoSCNão
Eliziane GamaMANão
Hissa AbrahãoAMNão
Marcos AbrãoGONão
Moses RodriguesCENão
Raul JungmannPENão
Roberto FreireSPNão
Rubens BuenoPRNão
Sandro AlexPRNão
Total PPS: 11
PR
Aelton FreitasMGSim
Alfredo NascimentoAMSim
Anderson FerreiraPESim
Bilac PintoMGSim
Cabo SabinoCESim
Capitão AugustoSPSim
Clarissa GarotinhoRJNão
Dr. JoãoRJSim
Francisco FlorianoRJSim
GiacoboPRSim
João Carlos BacelarBASim
José RochaBASim
Laerte BessaDFSim
Lincoln PortelaMGSim
Lúcio ValePASim
Luiz CláudioROSim
Luiz NishimoriPRSim
Magda MofattoGOSim
Marcio AlvinoSPSim
Maurício Quintella LessaALSim
Miguel LombardiSPSim
Milton MontiSPSim
Paulo FreireSPSim
Remídio MonaiRRSim
Silas FreirePINão
TiriricaSPSim
Vinicius GurgelAPSim
Wellington RobertoPBSim
Zenaide MaiaRNSim
Total PR: 29
PRB
Alan RickACSim
André AbdonAPSim
Antonio BulhõesSPSim
Beto MansurSPSim
Carlos GomesRSSim
Celso RussomannoSPSim
César HalumTOSim
Cleber VerdeMASim
Fausto PinatoSPSim
Jhonatan de JesusRRSim
Jony MarcosSESim
Marcelo SquassoniSPSim
Márcio MarinhoBASim
Roberto AlvesSPSim
Roberto SalesRJSim
Ronaldo MartinsCESim
Rosangela GomesRJSim
Sérgio ReisSPSim
Tia EronBASim
Vinicius CarvalhoSPSim
Total PRB: 20
PROS
Ademir CamiloMGNão
Antonio BalhmannCENão
Beto SalamePANão
Domingos NetoCESim
Dr. Jorge SilvaESNão
Givaldo CarimbãoALSim
Hugo LealRJSim
Leônidas CristinoCESim
Miro TeixeiraRJNão
Rafael MottaRNSim
Ronaldo FonsecaDFNão
Valtenir PereiraMTNão
Total PROS: 12
PRP
Alexandre ValleRJSim
Juscelino FilhoMASim
Marcelo Álvaro AntônioMGSim
Total PRP: 3
PRTB
Cícero AlmeidaALSim
Total PRTB: 1
PSB
Adilton SachettiMTSim
Átila LiraPISim
BebetoBANão
Fabio GarciaMTSim
Fernando Coelho FilhoPESim
FlavinhoSPNão
Glauber BragaRJNão
Gonzaga PatriotaPENão
Heitor SchuchRSNão
Heráclito FortesPISim
Janete CapiberibeAPNão
João Fernando CoutinhoPESim
José ReinaldoMASim
Jose StédileRSNão
Júlio DelgadoMGNão
Keiko OtaSPSim
Leopoldo MeyerPRNão
Luciano DucciPRSim
Luiz Lauro FilhoSPSim
Maria HelenaRRSim
Marinaldo RosendoPENão
Pastor EuricoPENão
Paulo FolettoESNão
Rodrigo MartinsPINão
Stefano AguiarMGSim
Tadeu AlencarPENão
Tenente LúcioMGSim
Tereza CristinaMSSim
Valadares FilhoSESim
Vicentinho JúniorTOSim
Total PSB: 30
PSC
Andre MouraSESim
Edmar ArrudaPRSim
Eduardo BolsonaroSPSim
Erivelton SantanaBASim
Gilberto NascimentoSPSim
Irmão LazaroBANão
Júlia MarinhoPASim
Marcos ReateguiAPSim
Pr. Marco FelicianoSPSim
Professor Victório GalliMTSim
Raquel MunizMGSim
Silvio CostaPESim
Total PSC: 12
PSD
Alexandre SerfiotisRJSim
Átila LinsAMSim
Cesar SouzaSCSim
Danrlei de Deus HinterholzRSSim
Delegado Éder MauroPASim
Diego AndradeMGSim
Evandro RomanPRSim
Fábio FariaRNSim
Fábio MitidieriSESim
Felipe BornierRJSim
Fernando TorresBASim
GoulartSPSim
Herculano PassosSPSim
Indio da CostaRJSim
Jaime MartinsMGSim
Jefferson CamposSPSim
João RodriguesSCSim
Joaquim PassarinhoPASim
José Carlos AraújoBASim
José NunesBANão
Júlio CesarPISim
Marcos MontesMGSim
Paulo MagalhãesBASim
Ricardo IzarSPSim
Rogério RossoDFSim
Rômulo GouveiaPBSim
Sérgio BritoBASim
Silas CâmaraAMSim
Sóstenes CavalcanteRJSim
Walter IhoshiSPSim
Total PSD: 30
PSDB
Alfredo KaeferPRSim
Antonio Carlos Mendes ThameSPSim
Antonio ImbassahyBASim
Arthur Virgílio BisnetoAMSim
Betinho GomesPESim
Bonifácio de AndradaMGSim
Bruna FurlanSPSim
Bruno AraújoPESim
Bruno CovasSPSim
Caio NarcioMGSim
Carlos SampaioSPSim
Célio SilveiraGOSim
Daniel CoelhoPESim
Delegado WaldirGOSim
Domingos SávioMGSim
Eduardo BarbosaMGSim
Eduardo CurySPSim
Fábio SousaGOSim
Geovania de SáSCSim
Giuseppe VecciGOSim
IzalciDFSim
João CamposGOSim
João CasteloMASim
João GualbertoBASim
João Paulo PapaSPSim
Jutahy JuniorBASim
Luiz Carlos HaulyPRSim
Mara GabrilliSPSim
Marco TebaldiSCSim
Marcus PestanaMGSim
Max FilhoESNão
Miguel HaddadSPSim
Nelson Marchezan JuniorRSSim
Nilson LeitãoMTSim
Nilson PintoPASim
Otavio LeiteRJSim
Paulo Abi-AckelMGSim
Pedro Cunha LimaPBSim
Ricardo TripoliSPSim
RochaACSim
Rodrigo de CastroMGSim
Rogério MarinhoRNSim
RossoniPRSim
ShéridanRRSim
Silvio TorresSPSim
Vanderlei MacrisSPSim
Vitor LippiSPSim
Total PSDB: 47
PSDC
Aluisio MendesMASim
Luiz Carlos RamosRJSim
Total PSDC: 2
PSL
MacedoCESim
Total PSL: 1
PSOL
Chico AlencarRJObstrução
Edmilson RodriguesPAObstrução
Ivan ValenteSPObstrução
Jean WyllysRJObstrução
Total PSOL: 4
PT
Adelmo Carneiro LeãoMGNão
Afonso FlorenceBANão
Alessandro MolonRJNão
Ana PeruginiSPNão
Andres SanchezSPNão
AngelimACNão
Arlindo ChinagliaSPNão
Assis CarvalhoPINão
Assis do CoutoPRNão
Benedita da SilvaRJNão
Beto FaroPANão
Bohn GassRSNão
CaetanoBANão
Carlos ZarattiniSPNão
Chico D AngeloRJNão
Décio LimaSCNão
Enio VerriPRNão
Erika KokayDFNão
Fernando MarroniRSNão
Gabriel GuimarãesMGNão
Givaldo VieiraESNão
Helder SalomãoESNão
Henrique FontanaRSNão
João DanielSENão
Jorge SollaBANão
José Airton CiriloCENão
José GuimarãesCENão
José MentorSPNão
Leo de BritoACNão
Leonardo MonteiroMGNão
Luiz CoutoPBNão
Luiz SérgioRJNão
Luizianne LinsCENão
Marco MaiaRSNão
MarconRSNão
Margarida SalomãoMGNão
Maria do RosárioRSNão
Moema GramachoBANão
Nilto TattoSPNão
Odorico MonteiroCENão
Padre JoãoMGNão
PaulãoALNão
Paulo PimentaRSNão
Paulo TeixeiraSPNão
Pedro UczaiSCNão
Professora MarcivaniaAPNão
Reginaldo LopesMGNão
Rubens OtoniGONão
Ságuas MoraesMTNão
Sibá MachadoACNão
Toninho WandscheerPRNão
Valmir AssunçãoBANão
Valmir PrascidelliSPNão
Vander LoubetMSNão
Vicente CandidoSPNão
VicentinhoSPNão
Wadih DamousRJNão
Waldenor PereiraBANão
Weliton PradoMGAbstenção
Zé CarlosMANão
Zé GeraldoPANão
Zeca DirceuPRNão
Zeca do PtMSNão
Total PT: 63
PTB
Adalberto CavalcantiPESim
Adelson BarretoSESim
Alex CanzianiPRSim
Antonio BritoBASim
Arnaldo Faria de SáSPSim
Arnon BezerraCESim
Benito GamaBASim
Cristiane BrasilRJSim
DeleyRJSim
Eros BiondiniMGSim
Jorge Côrte RealPESim
Josué BengtsonPASim
Jovair ArantesGOSim
Jozi RochaAPSim
Luiz Carlos BusatoRSSim
Nelson MarquezelliSPSim
Paes LandimPISim
Pedro FernandesMASim
Ricardo TeobaldoPESim
Ronaldo NogueiraRSSim
Sérgio MoraesRSSim
Walney RochaRJSim
Wilson FilhoPBSim
Zeca CavalcantiPESim
Total PTB: 24
PTC
Uldurico JuniorBASim
Total PTC: 1
PTdoB
Luis TibéMGSim
Pastor FranklinMGSim
Total PTdoB: 2
PTN
BacelarBASim
Christiane de Souza YaredPRNão
Delegado Edson MoreiraMGSim
Renata AbreuSPNão
Total PTN: 4
PV
Dr. Sinval MalheirosSPSim
Evair de MeloESNão
Evandro GussiSPSim
Fábio RamalhoMGSim
LeandrePRNão
PennaSPSim
Sarney FilhoMASim
Victor MendesMASim
Total PV: 8
S.Part.
Cabo DacioloRJNão
Total S.Part.: 1
Solidaried
Arthur Oliveira MaiaBASim
Augusto CarvalhoDFSim
Augusto CoutinhoPESim
AureoRJSim
Benjamin MaranhãoPBSim
Carlos ManatoESSim
Elizeu DionizioMSSim
Expedito NettoROSim
Ezequiel TeixeiraRJSim
Fernando FrancischiniPRSim
Genecias NoronhaCESim
JHCALNão
José Maia FilhoPISim
Lucas VergilioGOSim
Zé SilvaMGSim

Ronaldo dividiu comissão com Traffic e depois disse "a culpa não é minha, votei no Aécio".

no Blog dos Amigos do Presidente Lula
A empresa do ex-jogador Ronaldo Nazário, aquele que participou de manifestações golpistas pedindo a volta da ditadura e o impeachment, já negociou rachar comissão com a empresa Traffic de J. Hawilla na intermediação de contratos de patrocínio da P&G ao Flamengo em 2012.

por José Gilbert Arruda Martins

Os "ídolos" golpistas também mamam!
É o que sempre afirmo, se o Ministério Público e a Polícia Federal investigarem com seriedade, vão achar muita coisa feia debaixo do tapete dessa tropo.
Apesar do futebol, para uns poucos, ser uma conta gorda, com milhões de dólares, impressiona a riqueza de uns poucos.
Se investigar, vai bater em sujeira, não tenho dúvidas quanto a isso.
Acredito que muitos desses irresponsáveis, que esqueceram suas origens simples, terão suas explicações a dar.
Muita gente "boa", no mundo da política e do futebol, se aninhou ao lado da direita nas eleições passadas para esconder seus mal feitos.
Está passando da hora de ouvirmos as explicações e punir com cadeia os culpados.
Claro, com o devido processo legal, não iremos fazer aqui como a guatânamo do Mouro, primeiro as investigações, depois o direito ao contraditório e, só depois as punições.

Pelo menos até agora não há notícias de irregularidades neste contrato, apenas mostrando que ambos já foram parceiros em negócios.

Ronaldo também se tornou sócio do Fort Lauderdale Strikers, time de futebol da Flórida. O time foi vendido por Hawilla em novembro de 2014. No mês seguinte Ronaldo virou sócio dos novos donos. 

Hawilla está condenado nos EUA por crimes relacionados à corrupção no futebol. Ele mesmo admitiu os crimes e aceitou pagar quase meio bilhão de reais na Justiça dos EUA para abrandar as penas.

Tanto Ronaldo como Aécio não se manifestaram em seus respectivos facebooks sobre a prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin e as investigações sobre a corrupção no futebol. O silêncio dos dois sobre o assunto chega a ser constrangedor.

Aécio sempre teve proximidade com cartolas de futebol, inclusive com Ricardo Teixeira e Marin. Em 2013 seu parceiro de senado Zezé Perrela (PDT-MG) agiu a pedido de Marin para enterrar uma CPI do futebol, convencendo 9 senadores a retirarem suas assinaturas. A manobra política foi vista como tendo o apoio de Aécio nos bastidores.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

GLOBO FALA EM “ERRO” NA MATÉRIA SOBRE O CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS

no Brasil 247
:

Mais uma mentira da globo, até quando?
Até quando a sociedade brasileira irá aguentar tanta mentira e manipulação?

Após falsear denúncia sobre o programa do governo federal, emissora pede desculpas e fala em "erro da reportagem" na mensagem dada pelo apresentador Chico Pinheiro, do Bom Dia Brasil; a estudante que reclamou no Facebook do viés da matéria, no entanto, disse que explicou "inúmeras vezes" à repórter que não voltou dos EUA pela insegurança causada por falta de dinheiro, "até porque essa foi a ÚNICA parcela da bolsa que não caiu durante todo o meu intercâmbio (...) Mas a Globo achou mais interessante omitir isso e inventar um motivo mais atraente"
247 - A Globo falou em "erro da reportagem" na matéria exibida na semana passada sobre o programa do governo federal Ciência Sem Fronteiras. O pedido de desculpas da emissora, feito por meio do jornalista Chico Pinheiro, que apresenta o Bom Dia Brasil, foi veiculado na sexta-feira 15, depois que uma estudante que participou da matéria acusou a Globo de "mentira" pelo Facebook.
"Nós apuramos que Amanda não voltou antes da hora. Ela terminou o curso e desistiu de fazer o estágio após o fim das aulas. Foi um erro da reportagem e nós pedimos desculpas a você, nosso telespectador, e para Amanda, que reclamou com toda a razão", disse Chico Pinheiro. Em sua mensagem, porém, a aluna sugere que a Globo tenha dado um viés diferente para a reportagem de forma proposital.
"Eu NÃO voltei para o Brasil pela insegurança gerada pela falta do dinheiro. Até porque essa foi a ÚNICA parcela da bolsa que não caiu durante todo o meu intercâmbio. Eu voltei pelo simples motivo que minhas aulas na UFT começariam agora e eu julguei não valer a pena perder outro semestre (e isso foi dito INÚMERAS VEZES na minha entrevista. Mas a Globo achou mais interessante omitir isso e inventar um motivo mais atraente)", diz trecho de seu texto, que define a reportagem como uma "mentira" e chama a Globo de "sensacionalista".

Marcha Contra a Redução da Maioridade Penal

por José Gilbert Arruda Martins

Ontem, por todo o país, pessoas e organizações que apoiam as crianças e a juventude e são contra a Redução da Idade Penal, saíram às ruas para manifestar.

Aqui em Brasília o evento aconteceu no palco das manifestações democráticas que é a Esplanada dos Ministérios.

Milhares de jovens, de todas as regiões do Distrito Federal se fizeram presentes. Em cores, trejeitos, vestimentas, cabelos e crenças diferentes, se reuniram em torno de um grande e nobre objetivo que era mostrar para a sociedade e, principalmente aos parlamentares do Congresso Nacional que a redução da maioridade penal não é o caminho.

Mas, a nossa marcha teve um vizinho não tão nobre, no mesmo horário e local estavam lá os golpistas de plantão, um grupo de mais ou menos 50 pessoas, vestidos de verde e amarelo, defendendo a intervenção militar.

O movimento, apesar de ilegal e, ter o direito democrático de estar ali, empolgou, infelizmente, até algumas pessoas do grupo, pasmem, que é contra a Redução da Idade Penal.

Agora pela manhã, escrevi um pequeno texto no WhatsApp do Grupo Contra a Redução da Maioridade Penal aqui de Brasília, fazendo meu protesto por escrito a essas pessoas desinformadas que estão numa causa importante, flertarem com grupos e pessoas que defendem o retorno da Ditadura Militar.

Farei ainda hoje, no site do Movimento Nacional meu repúdio total, escrevendo aos organizadores sobre o tema que considero absurdo.

Para finalizar, apesar desse tipo de contradição absoluta ter acontecido, a marcha foi um sucesso, e estamos todos e todas de parabéns, e a Luta continua.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Esculhambação: Procuradores, Youssef e Paulo Roberto

no Conversa Afiada
Essa Lava Jato é um Castelo de Areia
Por sugestão do amigo Antonio C., o Conversa Afiada reproduz esse espetáculo deprimente de como funciona a Justiça na Vara de Guantánamo.

Abaixo, a transcrição de um depoimento do doleiro Alberto Youssef a Procuradores.

Um vídeo, que circula nas empreiteiras, mostra  o pouco entusiasmo de procuradores da força-tarefa da Lava Jato em promover uma acareação entre Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa para esclarecer as diferenças entre as delações.


Alberto Youssef: “Não quer ver aquelas discrepâncias com aqueles depoimentos do Paulo Roberto?”

Procurador Bruno Calabrich: “A gente já foi perguntando mais ou menos né… Tem algumas discrepâncias assim que foram… Por exemplo, o que dá uma diferença bastante grande é do Palocci, do Lobão. Ele fala que o senhor que foi responsável… Ele fala assim: “Recebi essa notícia… e passei…”. E passou para o senhor, para o senhor fazer. Aí essas coisas a gente perguntou, reperguntou. Aí chega um ponto que também não dá para a gente também. Se não a gente vai ate pressionando o senhor…”

Youssef: 
“Na verdade eu quero deixar claro que eu estou aqui para colaborar, não estou aqui para omitir ou encobrir ninguém.”

Calabrich: “Nem pra agradar.”

Youssef: “Nem para agradar vocês. O que aconteceu, aconteceu. Agora o que não aconteceu… Eu acho que o Paulo se equivocou e se os doutores acharam necessário da gente ter uma conversa juntos, eu, ele e os doutores… Eu estou à disposição.”

Procurador não identificado:
 “Esse é o tipo de coisa que quanto mais mexeu pior fica. Se volta, muda a questão toda.”

Procurador Andrey Borges: “Com respeito à doutora Erica, é igual bosta seca: mexeu, fede.”

Procurador não identificado: “
Do jeito que está, já está ruim. Porque você tem dois colaboradores, um dizendo uma coisa e outro dizendo outra.”

Youssef: “Para mim eu estou aqui dizendo a verdade.”

Borges: “Imagina agora que são 13.” (risos)

Calabrich: “Eu comecei a pensar: vai ter instrução entre os colaboradores! Acareação vai voltar a ter importância.”



Leia também:

LAUDO DA PF: PRISÃO DA CUNHADA DE VACCARI FOI LAMBANÇA


Brito: Marin e Aecím, uma tabelinha impagável

no Conversa Afiada
José Maria Marin, preso por corrupção nos EUA, declarou apoio a Aécio Neves nas eleições de 2014.

 
O Conversa Afiada reproduz post de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:

RECORDAR É VIVER: MARIN E AÉCIO NEVES, UMA TABELINHA IMPAGÁVEL



Agora que está na moda o jornalismo que avalia o comportamento moral de políticos de esquerda na base do “esteve no escritório” ou “jantou no restaurante” com alguma figura qualquer acusada de irregularidade ou propinagem, é justo fazer um “recordar é viver” das ligações entre José Maria Marin, o ex-presidente da CBF preso por corrupção nos EUA com o ínclito Aécio Neves, o homem que não quer nem papo com gente “do mal”.

Por isso, é bom refrescar a memória das pessoas com fatos publicados na própria grande imprensa, não em “blogs sujos” feito este aqui, capazes de maledicências com homens veneráveis que encontraram em Aécio Neves o espelho onde projetam suas virtudes como dirigentes do futebol brasileiro.

Primeiro, a reprodução do Globo Esporte, vejam:



Para não parecer intriga, vamos ao diário esportivo Lance:


E para conhecer a história melhor, a coluna de Juca Kfouri:

AÉCIO AMA A CBF



Aécio Neves é amigo de José Maria Marin e o homenageou, escondido, no Mineirão.

Deu-se mal porque o que escondeu em sua página na internet, Marin mandou publicar na da CBF.

Aécio também é velho amigo de baladas de Ricardo Teixeira e acaba de dizer que o país não precisa de uma “Futebras”, coisa que ninguém propôs e que passa ao largo, por exemplo, das propostas do Bom Senso FC.

Uma agência reguladora do Esporte seria bem-vinda e é uma das questões que devem surgir neste momento em que se impõe um amplo debate sobre o futuro de nosso humilhado, depauperado e corrompido futebol.

Mas Aécio é amigo de quem o mantém do jeito que está.

Não está nem aí para os que reduziram nosso futebol a pó.



Que maldade, Juca!


Leia também:

EUA PRENDEM PRESIDENTE DA CBF


EUA PEGAM J. HAWILLA TAMBÉM. BATE NA TRAVE DA GLOBO !


GLOBO VAI EM CANA COM O MARIN ?



E vote na trepidante enquete do C Af:

Se o Marin fizer delação premiada, o que ele vai dizer?
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17 x 0 - Servidores Públicos do DF derrotam Governador Rolemberg

por José Gilbert Arruda Martins

O candidato veio de mansinho, se fez Distrital, todo mundo acreditou; se fez deputado federal alguém desconfiou; se fez senador - dessa vez de carona -, e, numa tacada que só a política brasileira pode proporcionar, Rolemberg se fez governador da vitrine política do Brasil.
Foto: PG

Como Senador, se envolveu nas verdadeiras batalhas por salários e qualidade nos serviços públicos travadas pelos trabalhadores, na ocasião, sempre ficava ao lado dos servidores afirmando que tinha dinheiro, que a capital era uma grande arrecadadora de impostos, e que o GDF poderia sim bancar as reposições salarias.

Agora, como governador, forjou uma crise econômica/financeira, encastelou na mídia conservadora local - correio braziliense, globo, e radialistas fundamentalistas, comprou uma briga com todas as Carreiras do Serviço Público Distrital e perdeu.
Foto: PG
Ontem (26/05), dia memorável, os trabalhadores e trabalhadoras do Distrito Federal, se juntaram na Praça do Buriti para acompanhar a votação no Tribunal de Justiça de uma ADI que foi solicitada, dizem, pelo Ministério Público, que tinha a intenção de barrar os aumentos salariais dados no governo Agnelo.

Muita gente acredita que, na realidade, essa ADI é coisa da cabeça do governador e sua equipe de tucanos.

O certo é que o governador conseguiu unir cerca de 140 mil Servidores de 32 Carreiras, num mesmo objetivo, num único carro de som, apenas um microfone, na mesma luta.

Dia histórico, ninguém tinha visto, em 54 anos de vida da capital federal, dezenas de sindicatos, centrais sindicais, unidos em torno de uma única batalha.

Ontem Brasília viu, o governador e o Ministério Público também, que não irão retirar direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do DF.

A Praça lotada, fervendo de calor do sol escaldante e de fúria trabalhista, moldada em cores vivas de pessoas de várias regiões, tribulando bandeiras, ouvindo palavras de ordem, presenciou, testemunhou de forma clara e objetiva que nenhum governo, seja de que partido ou ideologia for, será capaz de retirar nossos direitos.

Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras!

Viva a Luta dos Trabalhadores e Trabalhadoras!

Indignai-vos e Uni-vos, pois a Luta está apenas no seu começo.


terça-feira, 26 de maio de 2015

Funcionários Públicos do Distrito Federal 17 x 0 Governador e Ministério Público

por José Gilbert Arruda Martins

Quero aproveitar esse momento solene para dá meus parabéns ao governador Rolemberg e sua equipe tucana.

Em 54 anos de vida, a cidade de Brasília, nunca, em momento algum, conseguiu unir 140 mil trabalhadores e trabalhadoras, sindicatos e dezenas de Centrais Sindicais em torno de um palanque, de uma pauta comum ou de um mesmo objetivo.


Hoje, na Praça do Buriti, em frente ao Palácio e ao TJDF, mais de 30 mil servidores públicos de mais de 32 carreiras, se reuniram e entubaram mais uma derrota ao projeto neoliberal do governador.

Mas, é bom ficar de "orelha em pé", ganhamos uma batalha, não ganhamos a guerra que está apenas no seu início.

Os oradores na praça, hoje à tarde, foram felizes em chamar a atenção de todos e todas para o modelo de governo que está sendo implantado no DF.

Existe uma clara intenção dos governantes alojados no Buriti em, aos poucos, retirar direitos dos servidores públicos distritais.

Uma notícia dada no movimento de hoje por um dos oradores é a de que existe a intenção do governo em mudar a lei e usar os recursos do sistema de previdência dos funcionários, como Beto Richa fez no Paraná, é bom ficar de olho e consciente que a Luta está apenas começando.

Eu, em 25 anos de movimentos sociais e luta, nunca tinha visto aqui em Brasília tantos senhores e senhoras, trabalhadores já de idade avançada na praça lutando para manter o que conquistou no passado com tanto esforço.

Foi um dia memorável.

O governador e sua equipe, irão deitar e não irão dormir, os professores e professoras sim.

Boa noite governador. Tome um doril.

Beto Richa recebeu 2 milhões de reais em desvio da Receita, diz jornal

na Carta Capital
Segundo delator, esquema beneficiou caixa 2 de campanha à reeleição do governador do Paraná
Beto Richa acusado de corrupção
O depoimento de um auditor fiscal pode ter complicado ainda mais a gestão do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB-PR). Em acordo de delação premiada com o Ministério Público e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza afirmou que a campanha à reeleição dogovernador tucano recebeu aproximadamente dois milhões de reais de um esquema de corrupção na Receita Estadual, investigado pela Operação Publicano.
A informação é do jornal Gazeta do Povo. De acordo com a publicação, a testemunha afirmou que dois candidatos a deputado estadual e um a deputado federal também teriam sido beneficiados pelo esquema, que consistia em receber propina de empresas para fazer vistas grossas na sonegação de impostos.
Segundo o advogado do delator, Eduardo Duarte Ferreira, o desvio foi feito por ordem de Márcio de Albuquerque Lima, que foi nomeado, afirma a publicação, inspetor-geral de fiscalização da Receita Estadual e que era parceiro do governador em corridas de automobilismo.  Souza ainda teria relatado que o inspetor do órgão falava em nome de Luiz Abi Antoun, primo distante do governador.
O desvio teria sido concretizado com três empresas que, assim como as demais achacadas pelos auditores fiscais, tinham dívidas tributárias com o estado. Uma das empresas seria de Arapongas.  Em vídeo divulgado no Facebook, Beto Richa repudiou as acusações. “Nas últimas semanas eu fui alvo de ataques de todos os tipos. Mas agora passaram do limite. Pegaram um criminoso, réu confesso, preso por abuso de menores pra me acusar sem nenhuma prova. Coisa de bandido", disse Richa.

Beto Richa em cacos

na Carta Capital
Novas denúncias pioram a vida do político mais impopular do momento
Beto-Richa
Antes "promessa", Richa agora evita os eleitores

Uma autoridade isolada, acuada por protestos e cercada de denúncias de corrupção. Dilma Rousseff? Não, Beto Richa, governador do Paraná! Perto de completar 150 dias do segundo mandato, para o qual foi eleito no primeiro turno com 55% dos votos, o tucano assiste, prostrado, ao desmoronamento completo de seu governo. O estado está mergulhado em profunda crise política, financeira e ética. O antes “popular” Richa, uma das “caras novas” do PSDB, esconde-se nos desvãos do poder e foge do contato com os eleitores, enquanto o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, inventa fórmulas mágicas para evitar a insolvência da administração.
A ausência de liderança do tucano torna-se cada vez mais visível, mais emblemática, nos momentos cruciais. Em fevereiro, quando os professores invadiram o prédio da Assembleia Legislativa para impedir a aprovação de um pacote de maldades, entre eles, o confisco de seu fundo de previdência, Richa fugiu do Palácio Iguaçu, localizado no outro lado da praça, e se escondeu no Chapéu Pensador, residência oficial coberta com muito verde e cercada de muros e seguranças. Em 29 de abril, dia em que a Polícia Militar feriu com gás e balas de borracha mais de 200 servidores, além de jornalistas, o governador só reapareceu para conceder uma desastrada entrevista e culpar as vítimas pela batalha campal. Segundo ele, a PM reagiu “pelo instinto de sobrevivência”. Após a repercussão negativa de suas declarações, viu-se obrigado a pedir desculpas. Foi pouco. Na esteira da crise, o comandante da PM, o secretário de Segurança, Fernando Francischini, e o secretário de Educação, Fernando Xavier, deixaram os cargos.
Na terça-feira 19, enquanto cerca de 30 mil servidores voltavam às ruas de Curitiba para exigir a retomada das negociações salariais, o tucano voava para Brasília. Uma foto ao lado do senador mineiro Aécio Neves que ilustrava as notas oficiais só fez piorar a situação. “O Paraná está acéfalo, sem comando, sem uma liderança capaz de guiar seus destinos”, afirmou o deputado estadual Requião Filho, do PMDB. A sucessão de equívocos transformou Richa no político brasileiro mais impopular do momento. Sua rejeição beira os 80% e não se enxerga o fundo do poço. Pior: novas denúncias de corrupção o atingem em cheio.
No dia 15, o advogado Eduardo Duarte Ferreira, defensor do auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, preso em Londrina pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), afirmou que seu cliente, em acordo de delação premiada com o Ministério Público, confirmou um repasse de 2 milhões de reais à campanha de reeleição de Richa. O dinheiro viria do pagamento de propina por empresas que se livraram da fiscalização da Receita Estadual e de multas.
O auditor, informou seu advogado, revelou que a arrecadação da propina era coordenada pelo inspetor-geral de fiscalização da Receita Estadual, Márcio de Albuquerque Lima, nomeado por Richa e parceiro do governador em provas de automobilismo. Souza teria sido convocado para uma reunião com Lima no início de 2014. No encontro, estabeleceu-se uma meta de arrecadação em torno de 2 milhões de reais, dinheiro enviado para um suposto caixa 2 da campanha tucana. A meta, teria relatado o auditor, foi atingida após a visita a três empresas com dívidas tributárias. Segundo ele, o esquema repetiu-se em outras delegacias da Receita Estadual. O dinheiro teria sido levado para Curitiba em malas ou amarrado ao corpo do transportador, em carros ou aviões. O próprio delator admitiu ter sido um dos entregadores.
A propina não teria abastecido só a campanha de Richa. Funcionários da Receita receberiam em média 100 mil reais por mês. A divisão ocorria da seguinte maneira: 50% para o auditor responsável, 40% divididos entre o inspetor regional e o chefe da delegacia regional e 10% para o caixa 2 do comitê da reeleição. Seriam movimentados 500 mil reais por mês, ou 6 milhões anuais.
Lima agiria em nome de Luiz Abi Antoun, primo de Richa, que o teria indicado para a função. O auditor, por sua vez, teria pago 20 mil reais do próprio bolso para a compra de divisórias e materiais utilizados no comitê de reeleição do tucano. Como prova, entregou à Justiça uma nota fiscal da compra.
No sábado 16, pelas redes sociais, Richa afirmou que o relato do auditor é “coisa de bandido” e que o Paraná não é bobo e sabe que há muitos interesses, principalmente políticos, tentando fazer um jogo sujo. “Querem desviar o foco de problemas maiores, inventando acusações falsas.” E acrescentou, em um ensaio de indignação: “Mas agora passaram dos limites. Pegaram um criminoso, réu confesso, preso por abuso de menores para me acusar sem nenhuma prova. Coisa de bandido”. Na quarta 20, voltou a atacar e culpou o PT pelas denúncias e pela greve dos professores.
O procurador de Justiça e coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batista, reiterou que as denúncias serão investigadas antes de o Ministério Público se manifestar oficialmente. “Tudo o que sabemos e ouvimos foram declarações dadas pelo advogado do réu. Agora vamos apurar as denúncias e só assim poderemos ter uma posição sobre o caso”, afirmou a CartaCapital.
Na Assembleia Legislativa, os deputados de oposição tentam aprovar a criação de uma CPI da Receita Estadual, proposta em março. Segundo o deputado Requião Filho, a pressão para a base governista não assinar o pedido tem sido grande. “Os recados, explícitos ou velados, vêm em forma de ameaça aos parlamentares.” Nos corredores, vários deputados se declaram favoráveis à instalação da CPI, mas “todos querem ser o 18º a assinar”, diz Requião, por temerem as retaliações futuras do governo caso a proposta de comissão não consiga as assinaturas necessárias. Em outra ação, sete parlamentares apresentaram na segunda-feira 18 à Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná um requerimento de instauração de inquérito na Polícia Federal para apuração das denúncias do auditor.
O Paraná, afirma Requião Filho, precisa ser passado a limpo e não é admissível o Parlamento assistir impassível aos acontecimentos. Sobre as declarações atribuídas ao auditor, demonstra certo ceticismo. “Não sei se ao vazar as informações da delação premiada ele quer amenizar a pena de seu cliente ou mandar um recado ao governador.”
Para o advogado Francisco Monteiro da Rocha Junior, doutor em Direito pela Universidade Federal do Paraná, o depoimento do auditor mostra que o iceberg da corrupção no estado pode ser bem maior do que se imagina. “Antes havia indícios de corrupção, mas faltava um nexo que pudesse ligar a ação dos auditores fiscais aos andares superiores do sistema.” Com as provas de autoria e materialidade, conclui, o inquérito policial é o primeiro passo. Caso o Ministério Público aceite a denúncia, criam-se as condições para a instauração de uma ação penal que deverá julgar não apenas os autores dos crimes, mas vinculá-los aos responsáveis pelos atos de decisão. “O lamentável no Brasil é que na maioria das vezes apenas aqueles que cometem o crime são punidos. Quem manda e se beneficia diretamente sai impune.”
Além da denúncia, Rocha Junior vê na apresentação da nota fiscal pelo auditor uma clara evidência de crime de falsidade ideológica para fins eleitorais, o chamado caixa 2. “Ora, se a nota fiscal comprova a aquisição de materiais para o comitê de campanha e essa despesa não consta na prestação à Justiça Eleitoral, fica evidente o crime.”
Se a investigação paranaense seguir o padrão federal de apuração dos desvios na Petrobras, a situação de Richa ficará bem delicada.