Por Roberto Aguiar
Onde encontramos Jesus numa manifestação em que levam um míssil inflável, como se desejassem que o presidente de outro país bombardeasse o seu próprio país?
Onde está o amor ao próximo, o perdão, a solidariedade e a compaixão que Jesus tanto ensinou? Como conciliar a mensagem de Cristo, que pregou a paz e o amor, com manifestações que parecem celebrar a guerra, a destruição e a morte?
Jesus caminhou entre os pobres, acolheu os marginalizados, amparou os aflitos e ensinou que devemos amar até mesmo os nossos inimigos. Nunca fez da violência um instrumento de fé, tampouco ensinou a desejar a destruição de um povo.
A fé cristã não deveria ser usada para alimentar o ódio, justificar a intolerância ou aplaudir a violência. Pelo contrário, deveria ser uma força de transformação, capaz de despertar consciências e aproximar as pessoas, mesmo diante das diferenças políticas e ideológicas.
Diante de um mundo marcado por conflitos, desigualdades e sofrimento, fica a pergunta: que cristianismo estamos praticando quando, em vez de defender a vida, fazemos da guerra um espetáculo?
Talvez seja hora de olhar menos para os símbolos que carregamos nas mãos e mais para os ensinamentos que guardamos no coração.
Porque Jesus não está nos mísseis, nas ameaças ou no desejo de destruição. Está no gesto de quem protege a vida, estende a mão ao necessitado e trabalha pela paz.
Afinal, de que adianta carregar o nome de Jesus em nossos discursos se nossas atitudes caminham na direção oposta aos seus ensinamentos?
Roberto Aguiar

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