terça-feira, 6 de outubro de 2026

O que está em jogo no Brasil. SERÁ QUE PRECISAMOS PERDER PARA APRENDER?

 Por Roberto Aguiar


Em 2026, no 2° turno o Brasil terá mais uma oportunidade de decidir que país quer construir.

E talvez seja importante olhar para além das disputas políticas e perguntar:

O que queremos preservar? O que queremos ampliar? E o que não podemos permitir que seja perdido?

O SUS, as universidades federais, os institutos federais, a Farmácia Popular, os programas de transferência de renda, as políticas de valorização do salário mínimo e tantas outras ações públicas fazem parte da vida de milhões de brasileiros.

Podemos discutir seus problemas. Podemos cobrar eficiência. Podemos exigir transparência. Podemos defender mudanças.

Mas precisamos conhecer a realidade antes de decidir.

Porque uma coisa é criticar uma política pública. Outra, muito diferente, é descobrir seu verdadeiro valor somente quando ela deixa de existir.

É por isso que as eleições importam.

Importam porque cada voto ajuda a definir quais projetos, prioridades e políticas terão continuidade, quais serão modificados e quais poderão ser abandonados.

Não devemos votar apenas por simpatia, antipatia ou por aquilo que circula nas redes sociais.

Precisamos comparar governos, propostas, resultados e compromissos.

E, diante de cada candidatura, perguntar:

Quem pretende ampliar o acesso à saúde?

Quem defende a educação pública?

Quem pretende fortalecer a ciência e a pesquisa?

Quem garante políticas para quem mais precisa?

Quem apresenta propostas concretas para o futuro do país?

A democracia nos dá o direito de escolher — mas também nos dá a responsabilidade de conhecer aquilo que estamos escolhendo.

Não esperemos uma catástrofe para descobrir o valor de uma conquista social.

Informar-se também é uma forma de lutar. Participar também é uma forma de defender direitos. E votar conscientemente é uma das maiores responsabilidades de uma sociedade democrática.

Que o Brasil não precise perder para aprender a valorizar.

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