Por Roberto Aguiar
Em 2026, no 2° turno o Brasil terá mais uma oportunidade de decidir que país quer construir.
E talvez seja importante olhar para além das disputas políticas e perguntar:
O que queremos preservar? O que queremos ampliar? E o que não podemos permitir que seja perdido?
O SUS, as universidades federais, os institutos federais, a Farmácia Popular, os programas de transferência de renda, as políticas de valorização do salário mínimo e tantas outras ações públicas fazem parte da vida de milhões de brasileiros.
Podemos discutir seus problemas. Podemos cobrar eficiência. Podemos exigir transparência. Podemos defender mudanças.
Mas precisamos conhecer a realidade antes de decidir.
Porque uma coisa é criticar uma política pública. Outra, muito diferente, é descobrir seu verdadeiro valor somente quando ela deixa de existir.
É por isso que as eleições importam.
Importam porque cada voto ajuda a definir quais projetos, prioridades e políticas terão continuidade, quais serão modificados e quais poderão ser abandonados.
Não devemos votar apenas por simpatia, antipatia ou por aquilo que circula nas redes sociais.
Precisamos comparar governos, propostas, resultados e compromissos.
E, diante de cada candidatura, perguntar:
Quem pretende ampliar o acesso à saúde?
Quem defende a educação pública?
Quem pretende fortalecer a ciência e a pesquisa?
Quem garante políticas para quem mais precisa?
Quem apresenta propostas concretas para o futuro do país?
A democracia nos dá o direito de escolher — mas também nos dá a responsabilidade de conhecer aquilo que estamos escolhendo.
Não esperemos uma catástrofe para descobrir o valor de uma conquista social.
Informar-se também é uma forma de lutar. Participar também é uma forma de defender direitos. E votar conscientemente é uma das maiores responsabilidades de uma sociedade democrática.
Que o Brasil não precise perder para aprender a valorizar.

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