sexta-feira, 6 de março de 2015

Havana Connection

no Havana Connection
Publicado em 24/02/2015 às 07h02
Produzido pelo Blog do Sakamoto, este é um programa de debates para analisar o que está bombando no Brasil e no mundo sob um ponto de vista de esquerda - seja lá o que significar ser de esquerda hoje em dia. 

Ao invés de atender ao pedido "Vá para Cuba!", trouxemos a ilha para cá. Afinal de contas, se até Cuba e Estados Unidos podem voltar a conversar, por que não podemos estabelecer um diálogo saudável por aqui? Com mediação do blogueiro e cientista político, Leonardo Sakamoto, o debate conta com a participacão do professor e coordenador do MTST, Guilherme Boulos, do jornalista e deputado federal Jean Wyllys e da jornalista e escritora Laura Capriglione. 

Você pode ver a íntegra do programa (27 minutos) ou cada tema separadamente. 

Havana Connection 2 na íntegra: http://mais.uol.com.br/view/15385856 
Bloco 1 - Se homem engravidasse, o aborto seria livre? http://mais.uol.com.br/view/15385794 
Bloco 2 - O resto do país vai copiar os protestos do Paraná? http://mais.uol.com.br/view/15385801 
Bloco 3 - Deus ama gays, lésbicas, travestis e transexuais? http://mais.uol.com.br/view/15385798 
Bloco 4 - Prefiro ser feliz do que ser magra", disse Ellen Rocche http://mais.uol.com.br/view/15385834 

Para assistir ao primeiro programa: http://mais.uol.com.br/view/15370196

Coletivo Intervozes pede suspensão do programa “Agora é Tarde”

no Agência Jovem de Notícia - Priscila Ferreira | Imagem: Agência Brasil/Creative Commons
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por José Gilbert Arruda Martins
É tarde para regulamentação da mídia?
Agora é tarde, depois que um senhor que se diz ator, ir a um programa de auditório e fazê-lo gargalhar com uma história absurda dessa?
É tarde para o país cuidar concretamente dos seus jovens?
Como cuidar se não cuida de regulamentar a TV, por exemplo?
Não é censura, é cuidar para que as emissoras tenham o mínimo de respeito pela sociedade, principalmente, no caso específico, a milhões de brasileiros e brasileiras negros e negras e, muitos que seguem as religiões de matriz africana.
A juventude, muitas vezes não debate os temas como legalização do aborto, racismo, pena de morte, menoridade penal...na escola, mas é obrigada a ouvir e assistir a esse tipo de indivíduo proferir discurso racista e violento na TV.

Coletivo Intervozes pede suspensão do programa “Agora é Tarde”


Priscila Ferreira | Imagem: Agência Brasil/Creative Commons

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Nessa quarta-feira (4), o coletivo de comunicação Intervozes encaminhou ao Ministério das Comunicações uma representação contra a Bandeirantes e o programa “Agora é Tarde”, apresentado por Rafinha Bastos. De acordo com a organização, ao veicular a entrevista com o ator Alexandre Frota, a emissora banalizou e incentivou o crime de estupro.
Na ocasião, o entrevistado narra o suposto estupro de uma mãe de santo, em meio a risos do apresentador e da plateia. Exibida originalmente em maio do ano passado, a entrevista foi reprisada e gerou grande número de manifestações na web que consideraram o conteúdo ofensivo e criminoso para mulheres e representantes de religiões afro-brasileiras. Após questionamento de uma internauta, o apresentador alegou se tratar de uma história fictícia.
Na representação, o Intervozes destaca uma extensa relação de normas em vigor para a radiodifusão e demais leis do ordenamento jurídico brasileiro e pede a responsabilização da Band pelo ocorrido. Em função de reincidência, o coletivo pediu a aplicação da pena de suspensão do “Agora É Tarde”.
“O episódio em questão não é violento apenas para a mulher vitimada diretamente na história, mas para todas as mulheres. E não há dúvidas sobre o impacto que conteúdos como este podem ter na naturalização, legitimação e perpetuação da violência contra a mulher em nosso país”, afirma a nota.

Essa não é a primeira vez que o apresentador Rafinha Bastos foi envolvido em polêmicas relacionadas à violência contra as mulheres. Em 2011, a cantora Wanessa Camargo processou o apresentador porque ele comentou, durante edição do programa CQC, que ele “comeria ela e o bebê” ao mesmo tempo, ao se referir à gravidez de Wanessa. Bastos também foi chamado a depor sobre a declaração de que mulher feia devia ver o estupro como “oportunidade” e não “crime”, durante uma peça de teatro.

COMISSÃO ESPECIAL - Deputados do Paraná aprovam fim do 'tratoraço' na Assembleia

por Redação RBA
Mecanismo era utilizado para aprovar projetos sem a devida apreciação pelas comissões específicas e foi estopim de protesto que levou à ocupação da Casa por professores e demais servidores estaduais.
Alep
Há três semanas, manifestantes ocuparam a Assembleia para barrar 'pacotaço' com cortes em direitos dos servidores

São Paulo – Os deputados estaduais aprovaram ontem (4) em sessão plenária na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), por decisão unânime, o fim do sistema que permite a transformação do Plenário em Comissão Geral. Conhecida como "tratoraço", o mecanismo permitia a análise de propostas em um único dia sem debate prévio nas comissões específicas.
A derrubada do "tratoraço" era aguardada com expectativa pelos professores do ensino público paranaense, em greve há cerca de um mês, contra o desmanche do setor sob a gestão de Beto Richa (PSDB)
Recentemente, o dispositivo vinha sendo utilizado como forma de aprovar, a toque de caixa, o pacote proposto pelo governador Beto Richa (PSDB) com cortes nos benefícios dos servidores e mudanças na previdência, que levou à insurgência de funcionários, os professores da rede estadual em especial, e culminou com a invasão da Alep por manifestantes que tentavam barrar a votação das medidas.
"Finalmente nós vamos eliminar uma trava ao debate das propostas e que somente existia na Assembleia do Paraná", comemorou o deputado Tadeu Veneri (PT), líder da Oposição.
O presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), aproveitou para dizer que a decisão do plenário demonstra que os deputados estão em sintonia com as reivindicações dos cidadãos.

O projeto ainda precisa passar por mais duas votações para ser aprovado em definitivo.

REFORMA POLÍTICA - Propostas discutidas na Câmara preservam patrocínio privado de campanhas

por Hylda Cavalcanti, da RBA no Portal da Rede Brasil Atual
Parlamentares se dividem entre financiamento público, privado ou misto, com limites. Processo parado no STF por fim de doações privadas e proposta popular de plebiscito constituinte são ignorados.
Reforma política
Tema está definitivamente na agenda nacional. Resta saber se reforma será pra valer ou de faz de conta


por José Gilbert Arruda Martins

Quem, de juízo no lugar, poderia acreditar que o congresso que está aí poderia fazer uma Reforma Política que fortaleça a democracia eleitoral no Brasil?

Os Movimentos Sociais, recolheram cerca de 8 milhões de votos onde a população brasileira exige uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva.

Essa é a forma democrática e correta para a construção de uma lei eleitoral que leve em conta os interesses da Classe Trabalhadora e da Sociedade como um todo.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à frente de uma uma câmara de deputados muito conservadora como a atual, guiará todo o processo de debate e construção da reforma política. 

O que a esquerda dentro do parlamento irá fazer?

O que a OAB irá fazer?

Por que o ministro Gilmar Mendes não devolve a ação de inconstitucionalidade do financiamento privado de campanhas?

A Classe Trabalhadora e o Povo, precisa entender de pronto que, na hora do voto, lá na base, tem que dar qualidade à escolha de candidatos aos diversos níveis, mas principalmente e fundamentalmente a federal.

Trabalhador e trabalhadora vota em trabalhador e trabalhadora. Não tem jeito. Se entregar carta branca para candidatos da direita e do capital rentista, vai se ferrar. É o que pode acontecer este ano.

Em 2015, poderemos ter retrocessos em várias áreas. Esse congresso não se elegeu sozinho, os trabalhadores e trabalhadoras, que são maioria, é que escolheu. Se tiver que encontrar um culpado, somos nós Classe Trabalhadora.

Veja o que aconteceu no Estado de São Paulo. Os nordestinos, ou seus descendentes, são milhares e milhares de eleitores, os trabalhadores idem, mesmo assim, depois de anos e anos de governos autoritários, que coloca a PM para caçar jovens negros como animais, que trata os Movimentos Sociais como problema de política... reelegeu em primeiro turno, com mais de 54% dos votos válidos Geraldo Alkmin. Onde estavam os trabalhadores e trabalhadoras? Onde estavam os nordestinos e seus filhos e filhas?

É para pensar. Se temos uma maioria de políticos conservadores hoje no Congresso é porque escolhemos.


REFORMA POLÍTICA

Propostas discutidas na Câmara preservam patrocínio privado de campanhas

Parlamentares se dividem entre financiamento público, privado ou misto, com limites. Processo parado no STF por fim de doações privadas e proposta popular de plebiscito constituinte são ignorados

Brasília – Depois de uma semana de discussões sobre a reforma política no Congresso Nacional – primeiro por parte de movimento sociais, na segunda-feira, depois por sindicalistas, ontem –. o tema voltou a ser objeto de debate hoje (5), desta vez envolvendo apenas parlamentares.
O deputado Henrique Fontana (PT-RS), que relatou um dos textos em tramitação, destacou a importância de ser aprovada, na reforma política, o financiamento público de campanha, com a possibilidade de doação privada de cidadãos, e limites de valores. “É preciso estabelecer um teto de gastos, de forma que aquele que desrespeitar as regras seja fortemente punido”, destacou. De acordo com Fontana, reduzir a área geográfica de campanha também não resolve, “pois, sem limite, pode-se fazer uma campanha caríssima nessa circunscrição menor”.
Jose Fogaça (PMDB-RS) defendeu a redução dos valores das campanhas eleitorais: “A lei deve determinar o limite, seja ele individual, seja ele do custo total”. Para o parlamentar, caso não seja aprovada na proposta final a proibição de doações empresariais, a redução da circunscrição eleitoral ajudaria a reduzir os custos, pois quanto menor o distrito, mais baratas se tornariam as campanhas. “Além disso, o parlamentar estaria mais próximo de seu eleitor”, enfatizou Fogaça.
A "demonização" das empresas que financiam campanhas foi criticada pelo deputado Renato Molling (PP-RS): “O que se tem que fazer é limitar as doações, mas não proibir”.

PECs ou PLs

O tratamento a ser dado durante a apreciação dos principais itens referentes à modificação das regras político-eleitorais para o país também foi discutido, uma vez que algumas alterações só podem ser feitas mediante Proposta de Emenda Constitucional (PEC) – que exige três quintos (308) do total de votos para ser aprovada –, e outros podem ser resolvidas por meio de Projeto de Lei – que exige 50% mais um dos votos dos presentes à sessão.
O relator da comissão especial que trata da reforma, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), disse que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), criou um novo colegiado para atuar em paralelo e discutir temas de natureza infraconstitucional no âmbito da reforma política. O intuito seria, em tese, avaliar o que pode ser aprovado por meio de PEC ou de PL. Castro pediu aos líderes partidários que indiquem os mesmos membros da comissão especial para compor esse novo colegiado, que também terá 34 titulares e igual número de suplentes.
"Não pretendemos constitucionalizar temas que poderiam ser decididos por projetos de lei, como o financiamento de campanhas eleitorais", diz o relator da comissão.
O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), um dos integrantes da comissão, disse que é favorável a um acordo de procedimentos para a discussão do conteúdo das propostas e, depois, partir para o debate da forma. “Isso vamos ver depois, mas o importante é que seja estabelecido um consenso para que, mesmo que seja uma reforma fatiada, ou seja dividida em vários temas, aprove-se um pacote completo”, disse.
Pestana considera que existem questões de consenso que não refletem o interesse principal da proposta, como a coincidência de datas de todas as eleições e a obrigatoriedade ou não do voto. “É preciso o esforço coletivo de construção de consenso e separar essas propostas secundárias das principais, como as que envolvem sistema eleitoral”.
As discussões na Câmara, porém, não estão tocando em dois aspectos importantes em torno do tema da reforma política, que poderiam influenciar a dinâmica da tramitação do assunto no Legislativo.
Um deles é a ação da Ordem dos Advogados do Brasil em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e que define como inconstitucional as doações de empresas a campanhas. O argumento já tem voto favorável de seis dos dez ministros da Corte – portanto, placar não pode mais ser revertido. Mas o processo está parado há dez meses, desde que o ministro Gilmar Mendes pediu vistas.
Outra possibilidade para a reforma política, defendida por mais de uma centena de organizações da sociedade civil há pelo menos dois anos, é a convocação de uma constituinte eleita exclusivamente com a finalidade de fazer uma reformulação estrutural do sistema político-eleitoral. A proposta vem sendo solenemente ignorada pelo presidente da Câmara.


quinta-feira, 5 de março de 2015

Política Externa Brasileira e Direitos Humanos

no Relações Internacionais

Diego Morlim*

A evolução dos direitos humanos tem início com a Carta da ONU (1945) e com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948). Esses documentos fazem alusão à existência e ao respeito aos direitos humanos, mas não são vinculantes, o que passa a ocorrer somente a partir dos Pactos Internacionais de Direitos Humanos, de 1966. Importante ter em mente que o Brasil só assinaria os Pactos na década de 1990, após a redemocratização, quando o país salda suas hipotecas com a comunidade internacional.
A principal Conferência internacional sobre os direitos humanos durante a Guerra Fria ocorreu em 1968, em Teerã. Naquele período, o Brasil era governado por regime de exceção, e a política externa brasileira (PEB) sobre direitos humanos era tímida. O Brasil adotava uma postura defensiva a respeito do tema em âmbito internacional e os direitos humanos eram negligenciados internamente, devido às questões de política interna. Essa timidez da PEB em relação aos direitos humanos refletiu-se na participação discreta do país na Conferência de Teerã, que logrou pouco êxito ao reconhecer o relativismo cultural como entrave ao respeito dos direitos humanos.
No final dos anos 1970, o Brasil passou a ser mais amplamente criticado pelas violações de direitos humanos ocorridos no país. Isso resultou em inspeção da Comissão de Direitos Humanos sobre a situação dos direitos humanos no Brasil, em procedimento confidencial. Paralelamente, o Brasil, em 1978, passou a participar na Comissão. Desde então, o Brasil participa quase ininterruptamente dessa importante estrutura da ONU, cujo tema principal é a promoção e o respeito dos direitos humanos. A postura do Brasil a respeito do tema se mantém com a reforma do órgão, substituído pelo Conselho de Direitos Humanos, a partir de 2006. Antes da redemocratização, o Brasil atuava com postura defensiva, e depois passou a atuar propositivamente, tornando-se um importante ator no que diz respeito à evolução das normas internacionais sobre os direitos humanos, o que é verificado na Constituição da Republica, de 1988, que atribui caráter constitucional à defesa dos direitos humanos, e em 1993, na Conferência de Viena.
Nos anos 1990, a atuação brasileira em relação aos direitos humanos continuou progredindo. Em 1993, ocorreu a Conferência de Viena, segunda principal Conferência sobre o tema, e a participação do Brasil teve destaque. Nessa Conferência consolidou-se os princípios que consubstanciam a defesa dos direitos humanos no sistema internacional: a universalidade, a indivisibilidade e a interdependência dos direitos humanos. Nesse sentido, houve consenso positivo para que os direitos humanos figurassem como interesse global, e para que particularidades internas de cada Estado não justificassem eventuais desrespeitos dos direitos humanos. Adiplomacia brasileira foi importante para a construção do consenso a respeito do tema. Importante ter em mente, como exemplo, a eleição do Embaixador Gilberto Saboia para a presidência da comissão de redação da Conferência. A década de 1990 foi considerada a década das Conferências, com Conferências sucessivas sobre temas específicos relacionados aos direitos humanos, como sobre mulheres e sobre habitação, e o Brasil teve participação de destaque em todas elas.
Ainda, na década de 1990, alem de reformar sua postura em relação aos debates multilaterais sobre os direitos humanos, o Brasil passa a se comprometer com todas as Comissões internacionais para a proteção dos direitos humanos, tendo assinado e ratificado todos os tratados sobre o tema, exceto aquele sobre trabalhadores migrantes. Alem disso, o Brasil se enquadra no sistema interamericano de proteção aos direitos humanos ao assinar e ratificar o Pacto de San Jose (Convenção Americana de Direitos Humanos). Nos anos 2000, o Brasil ratifica o Estatuto de Roma, o que submete o Brasil a jurisdição do Tribunal Penal Internacional.
Em âmbito interno, desde 1997, existe Secretaria vinculada a Presidência da Republica em relação aos direitos humanos. Essa secretaria foi reforçada nos anos 2000 e hoje é a principal responsável pela política brasileira sobre os direitos humanos. A Secretaria de Direitos Humanos faz parte da evolução de uma política de Estado sobre os direitos humanos, o que revela a continuidade da política interna e da PEB a respeito do tema. Também existe, no Brasil, Secretaria para o direito das mulheres e sobre a igualdade racial, ambas ligadas a Presidência. Em 2009 foi firmado o Plano Nacional de Direitos Humanos, após ampla pesquisa e participação popular, que envolveu estados, municípios e ONGs, alem de ter considerado os pontos de ajustes identificados pela primeira verificação do mecanismo de revisão universal do Conselho de Direitos Humanos, mecanismo de verificação da situação dos direitos humanos em todos os países membros da ONU, a cada 4 anos.
Em 2006 a Comissão de Direitos Humanos foi substituída pelo Conselho de Direitos Humanos. O Brasil defendeu essa mudança, uma vez que ela promove mais força para a atuação do Conselho reformado. Alem disso, o Brasil defendeu a implementação do mecanismo de revisão periódica universal, em que todos os membros da ONU devem submeter relatórios sobre seus direitos humanos para serem verificados pelo Conselho de Direitos Humanos de 4 em 4 anos. O Brasil submeteu-se ao mecanismo de revisão periódica universal em 2008, e em 2012 submeter-se-á novamente. O relatório elaborado pelo Brasil, em 2008, foi positivo, com alguns desafios e recomendações apontados e endossados pelo governo brasileiro. O Conselho foi uma evolução da Comissão: tem menos membros, nível político diplomático mais elevado ao se subordinar a Assembleia Geral da ONU e não ao Conselho Econômico e Social (ECOSOC), assim como assegura possibilidades de sessões extraordinárias durante o ano.
Existem ainda relatores especiais ligados ao Alto Comissariado da ONU para os direitos humanos. Esses relatores são indivíduos, especialistas, que podem fazer análise temática (sobre um tema especifico) ou geográfica (sobre países específicos). O Brasil, desde 2001, mantém convite permanente (standing invitation) para que relatores retornem ao Brasil quando acharem necessário. Há dois relatores temáticos e um relator geográfico de nacionalidade brasileira trabalhando para o Conselho de Direitos Humanos. O relator especial para a Síria é um brasileiro.
Em âmbito regional, o Brasil ratificou o Pacto de San Jose, em 1992. Em 1998, reconheceu a jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos e passou a ser julgado por suas ações que contrariem os direitos humanos estabelecidos pela Convenção Americana. O Brasil já foi julgado em vários casos, foi condenado em alguns deles, e respeitou as decisões da Corte. Além disso, a partir dos anos 2000, os direitos humanos passaram a ter importância também para o MERCOSUL, cujos Estados membros assumiram compromisso sobre o respeito aos direitos humanos, por intermédio do Protocolo de Assunção. Há reuniões semestrais no bojo do MERCOSUL sobre o tema. A iniciativa de ação global contra a fome e a pobreza encontra-se no âmbito do financiamento ao desenvolvimento, logo, da defesa dos direitos humanos. Nesse sentido, Jose Graciano, um dos formuladores do programa “Fome Zero”, foi eleito como Secretario Geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
A PEB sobre direitos humanos é continua. O tema é importante para o governo Dilma Rousseff, cujas posições tem sido mais destacadas pela imprensa, o que não significa que haja ruptura com relação ao governo anterior. A diplomacia brasileira sob o Ministro Antonio Patriota, no entanto, parece ser mais incisiva que sob Celso Amorim quanto às condenações de Estados violadores dos direitos humanos. Amorim expressava que “em matérias de direitos humanos, a cooperação precisa prevalecer sobre a condenação”, o que permanece verdadeiro no novo governo, pois o Brasil considera que a simples condenação de um Estado violador dos direitos humanos pode não ser construtivo, mas contraproducente, e que a cooperação e o convencimento para que países violadores respeitem os direitos humanos é mais importante que a condenação punitiva.
É importante ter em mente a posição do Brasil para tentar reformular a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Em 2008, o Brasil liderou o processo para a criação de metas voluntarias para a promoção dos direitos humanos. A Declaração Universal cria princípios, e, desde 2008, existem 10 metas voluntarias para a promoção dos direitos humanos, análogo ao que ocorre com os 10 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. As metas devem ser seguidas ate 2018, proposta brasileira aprovada por consenso. 
Referencias
AMORIM, Celso. O Brasil e os direitos humanos – em busca de uma agenda positiva. In: Revista Política Externa, vol.18, no.2, set-out-nov 2009.
PATRIOTA, Antonio. Direitos humanos e ação diplomática. In: Folha de S. Paulo, 01/09/2011. Disponível em:http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/discursos-artigos-entrevistas-e-outras-comunicacoes/ministro-estado-relacoes-exteriores/direitos-humanos-e-acao-diplomatica-folha-de-s.paulo-01-09-2011. Acesso em 2/8/2012.
GIOVANNETTI, Andrea. 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos: Conquistas do Brasil. FUNAG, 2009.
BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos. Disponível em: www.direitoshumanos.gov.br. Acesso em 2/8/2012.
Diego Morlim

Sobre Diego Morlim

Mestrando no programa de Pós-Graduação stricto sensu em Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Possui graduação em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2007). Atualmente, pesquisa a política externa de segurança do Império do Brasil.

Rede Globo: O racismo “Tá no Ar” ou “Quer açoitar quantos?”

  no Portal da Carta Capital
Escravas_Bahia

“Interrompemos esse programa para apresentar um comercial do século XIX:

Extra, extra, atenção! Não compre escravo hoje!

É que amanhã é dia de mega promoção aqui nas “Escravas Bahia”.

Cabindas, Guinés, Angolas! O Feitor ficou maluco!

Quer açoitar quantos?

É isso mesmo! Compre dois escravos de engenho e leve uma ama de leite inteiramente grátis!

Venha conhecer novas filias: Pelourinho e Pedra do Sal!

Escravas Bahia: Servidão total pra você!”


Por Douglas Belchior

Esse foi o roteiro interpretado por Marcius Melhem, em um quadro do programa “Tá no Ar”, que foi ao ar na última quinta-feira (12/02) pela Rede Globo, em que os atores “brincam com comerciais de TV”.

ASSISTA AQUI O REFERIDO EPISÓDIO

Já abordamos várias vezes neste Blog o debate sobre os limites do humor, aliás, assunto recorrente. Só para citar um dos casos, lembro o infeliz “Baú do Baú do Fantástico”, de novembro de 2013, quando Bruno Mazzeo dá vida a um repórter que faz a cobertura da abolição da escravidão no Brasil. Triste!

Preciso aqui repetir o “clichê” – verdadeiro à meu ver -, de que a rede globo de televisão é sim produtora de conteúdos ideologicamente comprometidos, sempre a serviço de determinados interesses políticos e econômicos e que sua arte, na maioria das vezes, tem sempre a intencionalidade de reforçar estigmas, estereótipos e valores, tudo isso com dois intuitos fundamentais: vender produtos de seus anunciantes e formar a opinião coletiva.

O Programa “Tá no Ar”, criação de Marcelo Adnet, Marcius Melhem e Maurício Farias e que conta com outros atores de peso como Danton Melo e Mauricio Rizzo, desde sua estréia em 2014, vem sendo comemorado pela crítica justamente pelo humor ácido e em grande parte, pela crítica à própria programação da rede globo e das tv’s tradicionais. Sei que muitos responderão è este texto com argumentos de defesa à liberdade de expressão, de crítica ao politicamente correto, de acusação ao “coitadismo negro” ou de erro na percepção, já que a intenção do programa teria sido exatamente o contrário: criticar e denunciar a forma como a TV expõe os negros. Um equívoco. E explico:

Empresto o pensamento da professora e ativista negra Adriana de Cássia, quando da polêmica sobre o conteúdo das charges do jornal francês Charlie Hebdo, que resultou no triste assassinato de diversos artistas, sem a intenção de comparações desproporcionais, mas pertinente:

“A ideia de raça que organiza o entendimento do que é o racismo se estabelece a partir de uma constante social, não biológica, que relaciona determinados traços fenotípicos a uma expectativa de desenvolvimento cognitivo e de comportamento social determinando, dessa maneira, tanto o lugar dos grupos sociais na estrutura quanto a expectativa que as pessoas tem em relação a esses grupos.”

Mesmo que a intenção dos humoristas do “Tá no Ar”  tenha sido criticar o racismo na televisão brasileira, há de se perguntar: “Os grupos que reivindicam direitos para a população negra fazem piada com a escravidão? O Movimento Negro faria? É possível também argumentar que o programa usa a estratégia da ironia para expressar uma idéia antirracista, entretanto, a imagem deveria falar por si mesma, não poderia dar margem para outros tipos de interpretações. Se, ao observar a imagem, é possível uma interpretação racista, a tarefa fora, neste aspecto, mal sucedida. Outra questão: Houve uma pesquisa dirigida à população negra para aferir como se sentem, tendo sua imagem e sua história satirizada em rede nacional? Eu, como descendente de pessoas escravizadas não me senti confortável com a piada. Tampouco achei graça em ouvir a “mega-promoção” em que a ama de leite sai de graça, depois da compra de dois escravos homens. Afinal, impossível não associar à minha mãe, irmã, filhas e à todas as mulheres negras brasileiras, principais vítimas da violência racista e machista em todos os níveis. Assim, a peça teatral da maneira como foi construída, reforça a lógica racista da representação.

E repito o que já escrevi aqui quando da análise do humorístico do Fantástico: Um regime de escravidão que durou 388 anos; Que custou o sequestro e o assassinato de aproximadamente 7 milhões de seres humanos africanos e outros tantos milhões de seus descendentes; e que fora amplamente denunciado como um dos maiores crimes de lesa-humanidade já vistos, deve ou pode ser motivo de piadas?

Quantas cenas de “humor inteligente” relacionado ao Holocausto; Ou às vítimas de Hiroshima e Nagasaki; Ou às vítimas do Word Trade Center ou – para ficar no Brasil – às vítimas do incêndio na Boate Kiss, assistiremos como fruto da boa intenção de roteiristas que não sabem do que falam ou do cinismo dos grandes meios de comunicação? Ah, mas homens e mulheres postos à venda e nos lembrando que sempre fomos – negros e negras – tratados como mercadoria, desumanizados e coisificados, em rede nacional e à mercê da gargalhada coletiva, isso pode! E com direito a status de humor crítico e inteligente.

Se é verdade que a crítica e a autocrítica são elementos da concepção de “Tá no Ar” e da iniciativa da emissora, eles falham no momento em que não rompem com a lógica de manipulação das representações e reforçam estereótipos raciais, colocando-se assim como um veículo de comunicação que, através de tal conteúdo, fortalecem e fomentam o racismo.

É preciso estar alerta. Fugir à regra da cognição racista é tarefa das mais difíceis. Se a missão é combater o racismo, não se pode utilizar da mesma lógica estrutural que organiza o pensamento racista. Portanto, nada de piadas sobre a escravidão, por favor!


Encontro de comunicação busca fortalecer as rádios nos assentamentos

no Portal do MST
O rádio foi o principal foco do encontro, já que é um importante instrumento de formação e mobilização do Movimento.
Por Geani de Souza
Da Página do MST

Foram quatro dias intensos de aprimoramento sobre os conhecimentos da comunicação. Assim se deu 1° Encontro de Comunicação Popular no Assentamento 8 de Abril, no Jardim Alegre (PR).

Quinze militantes do MST participaram do encontro entre os dias 25 e 28 de setembro, que teve como foco principal o rádio.

Para Riquieli Capitani, da coordenação do setor de comunicação no estado, o curso é resultado de um processo de discussões sobre o papel da comunicação e a importância das rádios. 

Segundo Capitani, essa é uma demanda que já acontece a dois anos no Paraná, e que se fortaleceu ainda mais no 6° Congresso Nacional do MST, realizado no início desse ano em Brasília.

“Para o Movimento as rádios são um importante instrumento de formação e mobilização. Por isso precisamos garantir a estrutura e a qualidade das nossas rádios”, coloca. 

Dessa forma, Capitani aponta que é “com passos pequenos e firmes que vamos garantindo o fortalecimento da comunicação do MST, que hoje já tem várias conquistas, como por exemplo, o Jornal Sem Terra e o site do MST”.

O encontro trouxe também um debate geral sobre a comunicação e o MST. O objetivo foi fazer com que os militantes pudessem se aperfeiçoar nas diversas frentes que compõe o setor.

Como forma de dar continuidade ao processo de discussões nos assentamentos, os militantes já tiraram um calendário de ações e formações para levarem às suas regiões. A meta é fortalecer a comunicação no estado, debatendo as necessidades de cada região.

TVT lança canal digital e alcançará 20 milhões de pessoas

no Portal do MST
Com a empreitada, a emissora mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários passará a sintonizar em toda a Grande São Paulo.
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O apresentador do Seu Jornal, Eli Santos.

por José Gilbert Arruda Martins
O tema democratização da comunicação no Brasil e no mundo vem pautando encontros de dirigentes de sindicatos e dos Movimentos Sociais.
A notícia de que a TVT poderá ser vista por 20 milhões de paulistanos é, o que antes, não passava de tema de simpósios e seminários, agora é realidade.
As mudanças na comunicação e mídia brasileiras pode começar por aí. Apostar em mídias alternativas, em canais voltados aos trabalhadores e suas famílias, é uma iniciativa que, se potencializada, concretamente ajudará na democratização das comunicações no país por inteiro.
A internet já faz um bom papel. Pessoas de todas as classes sociais, usam a web para fazer cursos, compras e informar-se. A ampliação que hora se faz na TVT, vem fortalecer a luta democrática por uma mídia séria, honesta e verdadeiramente instrumento de construção da cidadania.

TVT lança canal digital e alcançará 20 milhões de pessoas

Com a empreitada, a emissora mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários passará a sintonizar em toda a Grande São Paulo.
Por Mariana Melo
Da Carta Capital


A Rede TVT, a única emissora de televisão brasileira sob coordenação dos trabalhadores, dá um grande passo para ampliar sua repercussão a partir desta sexta-feira 4 de março, quando lança a TVT Digital. O alcance, antes restrito a 400 mil pessoas, será agora de 20 milhões de habitantes, atingindo toda a população da Grande São Paulo.

Mantida com recursos do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, a emissora tem uma grade com cinco programas - ABCD em Revista, Melhor e Mais Justo, Bom para Todos, Mais Direitos Mais Humanos e o Seu Jornal -- com foco nas demandas sociais. O grande destaque da programação é o Seu Jornal, transmitido das 19 horas às 19h30. “Neste mês, iremos ampliar o espaço dele na programação. Serão, inicialmente, 35 minutos, e a ideia é alcançar 45 minutos de duração”, diz Valter Sanches, diretor de comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e coordenador da TVT.

Isso será possível, segundo Sanches, por conta da ampliação do espaço para o jornalismo colaborativo e também da utilização de material de agências de notícias, como a France-Presse. “A TVT, além de trazer uma outra visão da realidade, sob a ótica dos movimentos sociais, dá espaço ao cidadão comum.” E exemplifica: “Nós divulgamos um vídeo em que um garoto de 10 anos, em evento de uns dos CEU da prefeitura, fala sobre o racismo. Foi um grande sucesso de compartilhamento. E, como ele, deve ter mil outros para falar sobre isso, mas nenhum canal vai mostrar algum desses garotos, porque eles são cidadão comuns.” (Assista a reportagem ao final do texto).

Como eu assisto a TVT?

Para assistir a TVT Digital na Grande São Paulo é preciso sintonizar no canal 44.1 HD. Quem for assinante de sinal a cabo na Capital e no ABC, deve sintonizar o canal 12 NET. Já na região do alto do Tietê, os canais são 46 analógico e 13 NET. Os moradores do ABC também têm a possibilidade de assistir a TVT Digital no canal 8 GVT. Quem usa antena parabólica pode sintonizar na frequência 3851, symbol rate 6247, vertical, em todo o Brasil. Ainda, é possível acompanhar o conteúdo do canal em sua página do Facebook e em seu site.

A TVT é a primeira emissora de televisão outorgada a um sindicato. O lançamento, para o diretor Sanches, é um momento de celebração. “Desde 84 nós temos o projeto da TVT, que existe como emissora desde 2010. Faltava esse canal digital que alcançasse toda a grande São Paulo.” A TVT Digital também estará disponível, em breve, para aplicativos e Smart TV, conta o diretor. “A intenção é, agora, investir em nova programação.” A cerimônia que ocorre nesta sexta-feira contará com a presença do ex-presidente Lula e do ministro das Comunicações Ricardo Berzoini.

A melhor notícia até aqui é que Janot não virou um heroi da direita

no DCM - Diário do Centro do Mundo
Bom começo
Bom começo
A lista de Janot, pelo que se sabe dela até agora, tem desde já uma virtude: provocar queixas à direita e à esquerda.
Parece ser um sinal de que Janot escapou da “partidarização” em seu trabalho, ao contrário do juiz Sérgio Moro.
A direita reclama de Janot porque ele não fez um trabalho para matar o PT. A grande nostalgia conservadora é o Mensalão, um circo cujo objetivo era massacrar o PT em praça pública.
Porta-vozes da direita saíram chutando Janot. Reinaldo Azevedo, na Veja, disse que tudo começava “muito mal”. Merval Pereira, no Globo, comprou a tese de Renan e Eduardo Cunha de que eles estariam na lista para beneficiar o governo.
Merval parecia esquecer que os dois, Renan e Cunha, foram citados pelos delatores como alvos de propinas. Para Merval, lista boa é lista com petista, e vamos ficando por aí.
Janot não é um heroi da direita, e isso é animador.
A esquerda, ou parte dela, ficou frustrada quando surgiu a notícia – não confirmada – de que Aécio escapara.
Segundo se disse, Janot entendeu não haver contra ele indícios suficientes para levar adiante uma investigação.
Tudo ponderado, há motivos de otimismo.
No Mensalão, houve uma caçada ao petismo disfarçada, grosseiramente, de “combate à corrupção”.
Estava tudo dominado: a mídia e, por meio dela, os juízes do Supremo, que sob a liderança desastrosa de Joaquim Barbosa produziram barbaridades como a Teoria do Domínio do Fato, pela qual foi possível condenar sem provas.
Agora, as bases parecem estar firmes para que se combata verdadeiramente a corrupção – sem que os conservadores comandem as ações e escolham, criteriosa e cinicamente, as vítimas das sentenças.
Entre o Mensalão e o Lava Jato, o Brasil avançou – para desalento da direita e suas múltiplas vozes alojadas nas grandes empresas de jornalismo.
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Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Youssef liga Aécio a esquema de propinas de Furnas

no DCM - Diário do Centro do Mundo
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por José Gilbert Arruda Martins
Uma grande questão é: O Ministério Público vai engavetar?
A velha e "boa" mídia com a globo, a veja, a falha de s. paulo...vai divulgar?
Por quanto tempo a sociedade brasileira irá aguentar uma mídia que se deixa levar por interesses de partidos e grupos, empresas e até interesses internacionais, em prejuízo claro, à Classe Trabalhadora?
Vivemos ou não um Estado de Direito? Num Estado de Direito, as leis são respeitadas por todos, do contrário vira o caos e a selvageria.
Quem quer o caos? Quem deseja a selvageria do salve-se quem puder?
Quando partidos políticos, regularmente inscritos no TSE, permite que um dos seus quadros mais importantes, é o caso do deputado federal Fraga, de Brasília, ir à TV convidar a população para destituir um governo democraticamente eleito, esse é um partido democrático e sério?
O democratas de Brasília, através do sr. Fraga - deputado federal -, aproveitou do tempo de TV de ontem (04/03), para chamar as pessoas às ruas.

Youssef liga Aécio a esquema de propinas de Furnas

Do estadão:
(…)
Em delação premiada à qual o Estado teve acesso, o delator Youssef afirmou que Aécio teria recebido dinheiro fruto de propina de Furnas, estatal do setor elétrico, por meio “de sua irmã”, sem citar nomes ou detalhes. Aécio tem duas irmãs, Angela e Andrea – a última trabalhou no governo mineiro e na campanha eleitoral de 2014.
O termo de colaboração número 20, que registra confissão do doleiro feita no fim do ano passado, tem como “tema principal: Furnas e o recebimento de propina pelo Partido Progressista e pelo PSDB”. Além de Aécio, são citados o ex-deputado do PP José Janene, morto em 2009, e um executivo da empresa Bauruense.
O pedido de arquivamento é um dos sete feitos na terça-feira pelo procurador-geral. No mesmo dia, Janot solicitou ao Supremo autorização para investigar 54 pessoas em 28 inquéritos. Os pedidos estão sob relatoria do ministro Teori Zavascki.
Youssef relatou aos investigadores que recolheu dinheiro de propina na Bauruense, prestadora de serviços para Furnas, cerca de dez vezes. Em uma delas, foi informado que o repasse não seria feito integralmente – faltariam R$ 4 milhões porque “alguém do PSDB” havia coletado essa quantia antes.
Indagado pelos procuradores, Youssef declarou não ter informação de quem havia retirado parte da comissão, mas afirmou “ter conhecimento” de que o então deputado federal Aécio Neves teria influência sobre a diretoria de Furnas e que o mineiro estaria recebendo o recurso “através de sua irmã”, segundo o texto literal da delação. O delator disse “não saber como teria sido implementado o ‘comissionamento’ de Aécio Neves”.
Na delação, o doleiro descreve que “de 1994 a 2001 o PSDB era responsável pela diretoria de Furnas”. Youssef declarou que recebia o dinheiro destinado a Janene em Bauru (SP) e na capital paulista e o enviava a Londrina (PR) ou Brasília. No depoimento, ele afirmou que os diretores da Bauruense poderiam fornecer mais informações sobre Furnas e que a empresa já responde a inquérito no STF.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Veja admite: mentiu sobre festa de sobrinho de Lula. E o bandidinho que invade casas?

no Tijolaço
vejamentiu
Finalmente a Veja, edição Brasília admite a falsidade da matéria publicada no dia 18 de fevereiro e imediatamente desmentida pelo ex-presidente Lula de que estaria sendo organizada uma festa milionária para um inexistente sobrinho seu.
A nota, que você vê aí em cima, tem o título “Erramos”.
Deveria tê-lo “Mentimos”.
E ainda: “e ainda tentamos arrumar algo para continuar a mentir”.
Porque só isso explica porque mandaram o tal Ullisses Campbell, o desqualificado que  se prestou ao papel de inventar a história, para São Paulo, usar de expedientes e falsa identidade para xeretar a casa do irmão de Lula.
A “confissão de erro” da Veja tem o valor moral de um Alberto Youssef.
É algo como aquilo que disse dele o senhor Sérgio Moro: coisa de “bandido profissional”.
Daqueles que sabem que vão ficar impunes.
Porque, depois de 15 dias de estultos que acreditam naquele lixo reproduzindo a notícia, não vai ser o hipócrita “Erramos” que irá reparar o estrago.
Mas seria uma boa a família de Lula mover um processo contra o intrigante da Veja, para ele explicar como a revista bancava e mandava achar criar “provas” do que não existia.