quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O Brasil de 200 bilhões de barris. Que querem entregar

O pré-sal reativou a Quarta Frota americana. Daqui a pouco desembarca – PHA

Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Metri, veiculado pelo Correio da Cidadania:

por José Gilbert Arruda Martins
Somos um enorme e rico país com uma população na sua maioria pobre ganhando os salários que não pagam uma vida digna.
Essa história, tudo mundo já conhece.
Somos também um país com uma elite sem vergonha, que acumulou bens e riqueza usando o Poder Público, portanto o Estado durante muitos anos, além dos dividendos das suas rendas com heranças e etc.
Também temos, até por conta da pujança e riqueza econômica e social do país, uma classe média branca, na sua maioria, servidores públicos, que engordaram mamando nas tetas do Estado, que adquiri bens, carros, apartamentos e viagens aos EUA, que odeia pobre e, portanto, odeiam também os governos que fazem pelos pobres.
No meio dessa turma toda, temos os políticos sem ideologia, mas com partidos, que vendem suas almas ao diabo para estarem no poder, que ao longo dos últimos anos, se acostumaram ao vai e vem das ondas do presidencialismo de coalizão para potencializar a política do "é dando que se recebe", esses lacaios, enclausurados principalmente no DEM, PSDB e PMDB, estão babando na espera do menor sinal de caos para se aproveitarem.
Não podemos esquecer da velha e "boa" mídia. Jornalões e TVs que apoiaram os piores e mais sombrios momentos políticos brasileiros: golpe de 1964, ditadura militar, torturas, prisões ilegais, desaparecimentos de milhares de pessoas, e todo tipo de bandidagem.
São esses grupos, que amealharam riqueza, que nunca de fato trabalharam, e que hoje querem entregar o país.
São esses grupos que enriqueceram explorando ao máximo a força de trabalho do verdadeiro Povo brasileiro, que desejam ver o caos. Que são verdadeiros golpistas. Verdadeiros ditadores.
São esses grupos de "ilustres" e "bem intencionados" brasileiros que desejam retirar Dilma do governo e assumir.
E a esquerda, mais a esquerda do país - PSTU, PSOL... - desejam o quê? Caos para instalar a Revolução? Vão perder o bonde da História.
Estamos todos ferrados?

BRASIL DE 200 BILHÕES DE BARRIS



(Veiculado pelo Correio da Cidadania​ a partir de 25/02/15)

Paulo Metri – conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania

O setor do petróleo fornece um farto material para a constatação da ganância humana. Com a pretensão de trazer alguma explicação para o que acontece nestes dias com o Brasil, sem existir preocupação alguma da mídia para explicar, defendo a tese de que ocorreu uma rápida ascensão do nosso país no ranking daqueles atrativos para o capital internacional. Até 2006, era um país com abundância de recursos naturais, território e um razoável mercado consumidor. Mas ele não possuía petróleo em quantidade suficiente para se tornar grande exportador. Era fornecedor de minérios e grãos não tão valiosos no mercado internacional quanto o petróleo. Implícito está que o preço do barril irá subir brevemente para algum valor, pelo menos, em torno de US$80.

A partir dos anos 90, o Brasil perdeu graus de soberania e passou a ser um exemplar subalterno do capital internacional. Por exemplo, tem uma lei complacente de remessa de lucros, permite livre trânsito de capitais, não protege a empresa nacional genuína, tem uma política de superávit primário e câmbio que tranquiliza os rentistas, permite a desnacionalização do parque industrial, oferece a subsidiárias estrangeiras benefícios fiscais e creditícios, tem uma mídia hegemônica pertencente a este capital, que aliena a sociedade, e possui uma defesa militar incipiente. Assim, pode-se dizer que, após 1990, a sociedade brasileira passou a ter uma maior sangria de suas riquezas e seus esforços para o exterior. Este era o Brasil subalterno, que só tinha 14 bilhões de barris de petróleo, suficientes somente para 17 anos do seu consumo.

Em 2006, descobre-se o Pré-Sal, que pode conter de 100 a 300 bilhões de barris de petróleo, dos quais 60 bilhões já foram descobertos – e em menos de dez anos. Ao mesmo tempo, começou-se a recuperar a proteção à industria nacional, com a proibição da compra de plataformas de petróleo no exterior. Também, decidiu-se recompor as Forças Armadas, com o desenvolvimento de submarinos e caças no país, e, também, novos equipamentos de defesa para o Exército. Recentemente, decidiu-se desenvolver um avião militar de transporte de carga.

O Brasil, que já vinha participando do Mercosul, amplia sua interação soberana em outros fóruns internacionais, como a Unasul, a Celac e os Brics, contrariando interesses geopolíticos dos Estados Unidos. Recentemente, um banco e um fundo monetário dos Brics foram criados. Ocorreu no período, também, a mudança da política externa do Brasil, que buscou a aproximação com os países em desenvolvimento da África, do Oriente Médio e de outras regiões, sem hostilizar os Estados Unidos, a Europa e o Japão. A presidente Dilma propôs aos países da ONU uma ação conjunta para conter a espionagem internacional, que tem participação da CIA e da NSA, do governo dos Estados Unidos.

Com a descoberta do Pré-Sal, abandona-se o modelo das concessões, que permitia a quase totalidade do lucro e todo o petróleo irem para o exterior. Adota-se o modelo do contrato de partilha para esta área, que é melhor do que a concessão. No contrato de partilha, uma parte adicional do lucro, acima do royalty, vai para o fundo social e parte do petróleo vai para o Estado brasileiro. Decidiu-se também escolher a Petrobras para ser a operadora única do Pré-Sal, o que é importante para maximizar a compra de bens e serviços no país. No leilão de Libra, foi formado um consórcio com a participação de duas petrolíferas chinesas, fugindo-se ao esquema de só participarem empresas ocidentais. No final do ano de 2014, quatro campos do Pré-Sal, que somam cerca de 14 bilhões de barris, foram entregues diretamente à Petrobras, sem leilão, o que contrariou as petrolíferas estrangeiras que desejavam vê-los leiloados.

A partir da descoberta do Pré-Sal, a Quarta Frota da Marinha dos Estados Unidos é reativada em 2009, o presidente norte-americano Barack Obama vem ao Brasil em 2011 e seu vice-presidente se transforma em figura fácil de ser encontrada aqui. Ele se reúne diretamente com a presidente da Petrobras, o que é muito estranho. O governo norte-americano procura levar a qualquer custo a presidente Dilma para uma visita oficial aos Estados Unidos, com direito a jantar na Casa Branca, considerada uma honraria sem igual. Por esta e outras razões, FHC gostaria muito de o Pré-Sal ter sido descoberto no seu mandato, mas ele só se preocupava em preparar a Petrobras para a privatização. Surpreendentemente, meu candidato a um prêmio das Nações Unidas para grandes promotores da paz no mundo, Edward Snowden, nos informa que até os telefones da presidente Dilma foram interceptados pela inteligência estadunidense.

O tempo passa e chega o momento de nova eleição presidencial no Brasil. O capital internacional de forma geral e, especificamente, o capital do setor petrolífero, com grande influência na Casa Branca, quiseram aproveitar esta eleição para mudar algumas regras de maior soberania, estabelecidas nos últimos anos, inclusive as do Pré-Sal. Além disso, o capital internacional quer eleger um mandatário do Brasil mais subserviente. Assim, explica-se a campanha de muito ódio e enorme manipulação executada pela mídia deste capital no período eleitoral. Possivelmente, a NSA e a CIA, utilizando empresas estrangeiras aqui estabelecidas, devem tê-las incentivado a contribuir com recursos para eleger os seus candidatos em 2014, formando uma bancada no Congresso Nacional que é um misto de entreguistas com alienados corruptos, porém, muito fiéis aos doadores de campanha.

Com o acontecimento independente da descoberta dos ladrões na Petrobras, aliás, muito bem-vindo pelos estrategistas do roubo do petróleo nacional, o terceiro turno da campanha presidencial tomou corpo na mídia, assim como a tarefa de confundir a população para acreditar que a Petrobras rouba dinheiro do povo e não são os ladrões ocupantes de cargos nela que roubam.

Com uma Petrobras fraca, de preferência até privatizada, fica mais fácil levar o petróleo do Pré-Sal. Um fato importante é que, no governo FHC, existiram denúncias que a Polícia Federal e o Ministério Público pareceram ser ineptos e a mídia criminosamente benevolente com o governo. Uma destas denúncias foi a de compra de votos para a reeleição, que, mesmo com um réu confesso declarando ter recebido dinheiro para votar a favor da reeleição, nada teve de apurada; já a mídia, deu divulgação mínima e o Ministério Público não apresentou denúncia à Justiça.

Enfim, para o bem ou para o mal, tudo mudou de figura. Morreu o Brasil de só 14 bilhões de barris de petróleo. Ele terá, brevemente, uma reserva de 200 bilhões de barris, que corresponderá a uma das três maiores do mundo e irá requerer muitas medidas de soberania, se é que a sociedade brasileira deve usufruir desta riqueza. Assim, agora, na visão do capital internacional, o Brasil não chega a estar se tornando um país antagônico, como China, Rússia, Irã e Venezuela, mas está criando regras e tomando medidas hostis a este capital. Está-se no estágio da busca da cooptação dos poderes e do controle da população pela mídia do capital.

Contudo, a população não está, na sua imensa sabedoria, acreditando tanto na mídia. Se a população não der apoio para o plano do impeachment da presidente, novas tramas poderão acontecer, como uma “primavera brasileira para tirar os ladrões da Petrobras do governo”. Eventualmente, será um golpe de Estado dado pelo Congresso com o apoio da mídia. O povo precisa não dar apoio à quebra do regime democrático e não apoiar também governantes que permitam a perda do Pré-Sal.

Blog do autor: http://paulometri.blogspot.com.br/



Em tempo: no ato em defesa da Petrobras, em que disse a Dilma “diz que ganhou a eleição!”, Lula contou que criou o braço de Defesa da Unasul em resposta à recriação da Quarta Frota. - PHA

Chico Vigilante atualiza dados do SIGGO, que mostra que o GDF tem dinheiro

no YouTube
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por José Gilbert Arruda Martins

Caros professores e caríssimas professoras, vocês sabem que:

Somos Classe Trabalhadora.

Dispomos apenas da nossa força de trabalho para vender à iniciativa privada ou ao Estado e poder comprar o pão de cada.

Como Classe Trabalhadora, precisamos entender alguns pontos importantes:

* O GDF nos deve.
* O GDF tem que nos pagar sem parcelamento. Salário é suor, é transpiração.

Se o Vigilante diz a verdade, o GDF está mentindo. E nós Classe Trabalhadora de Professores (as), que possuímos consciência política necessária, não podemos acreditar em outra coisa que não seja a "política da terra arrasada" para depois privatizar, terceirizar, pauperizar e retirar direitos.

Isso está sendo feito no Estado de São e Paraná.

Fique de olho. Acompanhe o que os professores e professoras do Paraná estão fazendo e crie coragem e força para reagir.

Se capitular agora. Poderá sofrer todo tipo de desrespeito ao longo dos próximos anos.


Depois do recesso de Carnaval, volto aqui para chamar atenção sobre o Sistema Integrado de Gestão Governamental (SIGGO), que faz o acompanhamento orçamentário e financeiro do Governo Do Distrito Federal. No dia seis de janeiro, desmenti o governo Rodrigo Rollemberg sobre o caixa do GDF, que ele afirmava ter apenas R$ 64 mil reais. De lá para cá, diariamente, este valor só vem aumentando e, mesmo assim, a equipe do governo dele ainda teima em dizer que os valores continuam no vermelho e não pagam os profissionais da educação. De acordo com dados do Siggo, no dia 18 de fevereiro havia na conta única do tesouro o valor de R$ 343 milhões; na conta movimento, R$ 204, 7 milhões e na aplicação financeira de liquidez imediata havia R$ 448,8 milhões. A soma destes valores equivale ao montante de R$ 995 milhões. A soma dos valores disponível e vinculado juntos, representam R$ 1,8 bilhões de reais. Portanto, resta ao governador tomar a decisão de pagar as férias e o 13º atrasados dos servidores.

Bancada federal irá negociar com GDF soluções imediatas para pagamento dos atrasados

por Maria Carla no Sinpro-DF

A Bancada Federal da capital do país no Congresso Nacional decidiu intervir no impasse entre a categoria docente e o Governo do Distrito Federal (GDF). Na reunião realizada na tarde desta terça-feira...

 
A Bancada Federal da capital do país no Congresso Nacional decidiu intervir no impasse entre a categoria docente e o Governo do Distrito Federal (GDF). Na reunião realizada na tarde desta terça-feira (24), os parlamentares deliberaram por buscar uma reunião com o Tesouro Nacional para agilizar o trâmite da Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) e uma interlocução com o governador Rodrigo Rollemberg a fim de sensibilizá-lo a encontrar outras soluções factíveis para pagamento imediato dos salários atrasados.
O debate sobre a situação de não pagamento dos salários da Educação, da Saúde e de outras categorias ocorreu durante a primeira reunião da Bancada Federal deste ano, realizada no Plenário 9 da Câmara dos Deputados, com a participação dos senadores Reguffe (PDT) e Hélio José (PSD) e dos deputados federais Érika Kokay (PT), Izalci Lucas (PSDB) e Roney Nemer (PMDB). Os demais parlamentares enviaram representantes.
Durante o debate, a maioria dos parlamentares entendeu que o pagamento integral e imediato pode ser resolvido com vontade política e que, por isto, o grupo irá buscar o governador Rollemberg.  A proposta da bancada federal busca materializar o remanejamento de 25% do Orçamento com valores ilimitados para pagamento de pessoal, conforme definido no Orçamento do GDF do ano passado.
O deputado federal Roney Nemer (PMDB) informou que quando era deputado distrital, no mandato passado, e foi relator da Comissão de Orçamento na Câmara Legislativa, em 2014, foi aprovado o remanejamento de 25% e que, para pagamento de pessoal, o GDF teria liberdade de fazer esse remanejamento até mesmo nas mudanças e instituições de novos cargos.
“Tudo o que fosse para pagamento de servidor, foi aprovado que o GDF podia mexer de forma ilimitada. Portanto, essa decisão é política. Sei que o governo tem alegado que não tem recursos, mas há uma decisão política. E nós, enquanto deputados federais, colocamo-nos à disposição para que, se ele decidir politicamente que de lá ele não tem como retirar recursos para pagamento e que na área federal tem, estamos dispostos a isso até porque em março e abril a receita do GDF aumenta consideravelmente. O que não pode é ficar com esse discurso de que a culpa é do servidor”, afirma Nemer.
“É uma questão de deslocar uma determinada receita para esta finalidade e, quando a ARO sair, cobrir esse remanejamento”, completou Érika Kokay. Ela declarou que achou estranho o governo do DF judicializar a paralisação da categoria docente. “Se tem alguém que tem de responder à Justiça é o GDF que não pagou os salários. Dizer que vai entrar na Justiça contra os educadores e educadoras que estão paralisados porque não receberam os seus salários é muito grave”, afirmou.
“Quando lidamos com as lutas da Educação, elas invadem o conjunto da cidade. É impossível pensar em qualquer luta, manifestação de educadores que fique nos limites da própria escola. Portanto, estamos lidando com a política que é a mais fundamental para a construção de uma sociedade mais justa, mais igualitária. Assim, as carreiras da educação paralisadas representam um impacto no conjunto da sociedade”, finaliza Kokay.
A comissão de negociação do Sinpro-DF informou aos parlamentares que o sentimento da categoria é o de que falta decisão política porque em dois meses de governo, com todos os problemas encontrados, não se pode continuar transferindo o problema para a classe trabalhadora. O que o GDF fez foi obrigar a categoria docente a pegar empréstimos em cima de empréstimos bancários. Enquanto responsável por isto, que se busque solução financeira e política para essa situação.

PGR pede abertura de inquérito contra o senador Agripino Maia

por Rodrigo Martins no carta capital

Citado em delação feita por um empresário do Rio Grande do Norte, o presidente nacional do DEM é acusado de cobrar propina para permitir um esquema de corrupção
Agripino Maia
Agripino Maia ao lado de Aécio Neves, de quem era coordenador de campanha, em julho de 2014. Maia nega as acusações contra ele
por José Gilbert Arruda Martins
A ética defendida pelo DEM e pelo PSDB é para quem?
Como posso pousar de paladino da ética se não sou eu mesmo uma pessoa ética?
O partido Democratas, que de democráticos só tem o nome, é um partido que tem uma origem lá na UDN do golpista Carlos Lacerda, passou pela Arena, partido que apoio a ditadura militar, PDS partido que aninhou torturadores e golpistas e, para fechar com chave de latão, o PFL, meu Deus! quanta história de arrepiar os cabelos do diabo.
É claro, falta apurar, não vamos aqui atacar como eles simplesmente fazem, mas, vindo do DEM...
Vamos aguardar que a justiça faça a coisa andar e não engavete.

PGR pede abertura de inquérito contra o senador Agripino Maia

Citado em delação feita por um empresário do Rio Grande do Norte, o presidente nacional do DEM é acusado de cobrar propina para permitir um esquema de corrupção
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de abertura de inquérito contra o senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM e ex-coordenador da campanha de Aécio Neves (PSDB) para a Presidência da República. Citado em delação premiada feita por George Olímpio, empresário do Rio Grande do Norte, o parlamentar é acusado de cobrar propinas para permitir um esquema de corrupção no serviço de inspeção veicular do estado.
Os detalhes da delação foram divulgados no domingo 22 pelo programa Fantástico, da TV Globo. Segundo o delator, o esquema envolvia a ex-governadora e atual prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Ezequiel Ferreira (PMDB), e o senador Agripino Maia. O esquema criminoso teria ocorrido entre 2008 e 2011, quando Olímpio montou um instituto para prestar serviços de cartório ao Detran estadual. Ele afirma ter pago propinas a políticos para agilizar a tramitação do projeto de lei que criava a inspeção veicular da qual se beneficiaria. Agripino Maia teria exigido 1 milhão de reais para reforçar o caixa de sua campanha política.
O caso é investigado desde 2011 pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, quando foi deflagrada a Operação Sinal Fechado. Há três anos, CartaCapital revelou em primeira mão o depoimento de uma testemunha-chave na investigação, o lobista Alcides Fernandes Barbosa, que já apontava a participação do senador no esquema.
À época, Barbosa revelou que foi levado ao “sótão” do apartamento de Agripino Maia, em Natal, onde garante ter presenciado Olímpio negociar com o senador apoio financeiro à campanha de 2010. Segundo Barbosa, o empresário prometeu 1 milhão de reais para o presidente do DEM. O pagamento, segundo o combinado, seria feito em quatro cheques do Banco do Brasil, cada qual no valor de 250 mil reais, a ficarem sob a guarda de um homem de confiança de Agripino Maia, o ex-senador José Bezerra Júnior, conhecido por “Ximbica”. Ainda segundo a testemunha, o senador queria o dinheiro na hora, mas Olímpio afirmou que só poderia iniciar o pagamento depois.
O depoimento de Barbosa converge com as recentes revelações feitas por Olímpio. “Subimos para parte de cima da cobertura de José Agripino, começamos a conversar e ele disse: 'É George, a informação que nós temos é que você deu 5 milhões de reais para campanha de Iberê'", afirma o delator. Iberê Ferreira era o governador na época. Faleceu em 2014, aos 70 anos. “Eu dei 1 milhão para campanha de Iberê. Ele (Agripino Maia) disse: ‘pois é, como é que você pode participar da nossa campanha?’ Eu falei ‘200 mil’. Disse: ‘tenho condições de lhe conseguir esse dinheiro já. Estou lhe dando esses 200 mil, na semana que vem lhe dou 100 mil’. Ele disse: 'pronto, aí vai faltar 700 mil para dar a mesma coisa que você deu para Iberê'. Para mim, aquilo foi um aviso bastante claro de que ou você participa ou você perde a inspeção. Uma forma muito sutil, mas uma forma de chantagem”.
Como Agripino Maia tem direito a foro privilegiado, a Procuradoria Geral da República solicitou a abertura de inquérito ao STF. O caso foi distribuído à ministra Cármen Lúcia, que deverá decidir se aceita ou não o pedido. O presidente do DEM nega todas as acusações e se diz “surpreso e perplexo” com as revelações feitas por George Olímpio. De acordo com Maia, o empresário já havia registrado em cartório um desmentido. E prometeu usar a tribuna do Senado para apresentar sua defesa.
Adversária no estado, a senadora petista Fátima Bezerra pediu rigor nas investigações. “Que os órgãos de fiscalização investiguem e a Justiça julgue. Se for considerado culpado, que seja condenado como qualquer cidadão; se for considerado inocente, que seja absolvido”, afirmou a parlamentar. “O senador tem corriqueiramente se apressado em acusar, julgar e condenar desafetos. Penso diferente”, disse.

Afrobetizar a educação no Brasil

no 
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por José Gilbert Arruda Martins

"A Lei nº 10.639 de 2003 estabeleceu que a história e cultura afro-brasileira e indígena fossem inseridas na educação do país. Ainda assim, os livros que carregam a informação sobre outros personagens fundamentais para a história e a formação da identidade brasileira chegam a passos lentos nas escolas do Brasil."

Quem trabalha em escola pública no Brasil ou, aqui em Brasília, levanta o dedo se conhece ou se já trabalhou a Lei n° 10.639/2003 em sala de aula.

Ninguém?

Ei! você professor (a), já trabalhou? Beleza, mas somos, só aqui na capital federal, cerca de 40 mil profissionais em sala de aula das escolas públicas, por que só uns poucos trabalharam ou trabalham esta lei?

Possíveis respostas:

Historicamente, construímos dois tipos de escola, uma para quem produz a riqueza suando, trabalhando. Outra para as elites brancas de classe média alta ou ricos.

E o pior de tudo. A primeira, a escola dos filhos e filhas de trabalhadores (as), imitou e imita as escolas das classes abastadas.

Imita como?

Na oração do "pai e nosso" de toda manhã - aí estamos incutindo um tipo de religião e desprezando as demais, principalmente, as religiões de matrizes africanas. No cantar o hino nacional sem refletir, apenas para incutir uma falsa nacionalidade. Nas fileiras em sala abarrotadas, onde os "bons" sentam na frente, e os "perdidos" sentam no fundão. No material didático, como, por exemplo, o livro de história do Brasil que destaca apenas a visão do branco, colocando o negro e o índio como seres inferiores. No desconhecimento do professor da nossa verdadeira história, ligada aos povos indígenas, às suas línguas, crenças e maneiras solidárias de conviver. Desconhecimento quase que completo da história da África e, o pio, da Escravidão Negra, como tivesse condições de ensinar História do Brasil ou da América, ignorando a escravidão etc. etc. etc.

São escolas, na sua grande maioria, como diz o texto, monocromáticas. Enxergam apenas uma única cor, a branca.

São escolas construídas e trabalhadas para receber e trabalhar como os feitores faziam na casa Grande Senzala.

Escolas e profissionais, na sua imensa maioria, desconhecedores de como trabalhar com o Povo pobre, negro, índio, favelado, abandonado.

A Lei n° 10.639/2003, não irá fazer nenhuma diferença se, primeiro, não mudarmos a formação dos professores e professoras lá na graduação. As instituições que formam professores (as) precisam preparar um curso e aplicá-lo, que destaque a história dos índios e suas visões de mundo, a história da África e dos negros e, com bastante ênfase, a história da escravidão negra moderna, que, entre outras atrocidades, provocou o maior e mais espetacular deslocamento humano da história do ser humano na terra.

Iniciativas como essa da psicóloga Vanessa Andrade são maravilhosas e precisam que sejam potencializadas, é uma forma simples e eficaz de balançar a alma do povo negro brasileiro a partir do trabalho com as crianças negras, parabéns!

Afrobetizar a educação no Brasil

Por Vanessa Cancian, do Namu.

 No morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, a psicóloga Vanessa Andrade ouvia com frequência: “Ai tia que cabelo feio” ou então “tia bruxa”. Essa era a reação dos pequenos quando ela passava pelas ruas com seu cabelo afro. Segundo Andrade, isso ocorria porque essas crianças estavam desacostumadas a enxergar a beleza presente no jeito negro de ser. “Isso me doía muito, mas ao mesmo tempo me convocava para uma missão maior de tentar mudar o pensamento dessas crianças”, conta a psicóloga e coordenadora do projeto Afrobetizar.

Quando se trata de identidade, as escolas brasileiras são monocromáticas nos livros e nas histórias. Nossa educação não possibilita que alunos negros encontrem seu caminho e conheçam o lado verdadeiro da vida e da cultura africana presente de forma intensa no Brasil. Com a finalidade de mostrar que outra pedagogia é possível, Andrade iniciou um trabalho intenso de transformação social no Cantagalo.

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“O Afrobetizar surgiu da necessidade de trabalhar uma pedagogia diferente, que fizesse com que as crianças descobrissem o próprio corpo através de reconhecer a beleza de ser negro”, diz a psicóloga. Segundo ela, a ideia que coloca professores negros que cursaram ou estão na universidade, realizando projetos de sucesso na vida, tem como intuito trabalhar o protagonismo negro e inverter o processo histórico que sempre colocou o negro como ser inferior em relação ao branco.

Nosso corpo é nosso território

“Com o tempo tivemos a ideia de fazer ações contínuas com as crianças da comunidade”, conta Andrade, a qual ao lado de Gessica Justino e Aruanã Garcia, forma a equipe de professores que organizam oficinas semanais com as crianças em busca de descontruir preconceitos e fortalecer os saberes que não chegam aos pequenos por meio da escola convencional.

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“Eu sempre acreditei que não adianta ficar no blábláblá, é preciso provocar a criança com as sensações e com corpo”, diz a psicóloga. Vanessa Andrade pontua que esse é um projeto que trabalha com corporeidade, mas não aquela que se esgota no movimento de dança ou de capoeira e sim a capacidade de ter consciência e acesso às possibilidades corporais. Isso ajuda essas crianças a assumir espaços nos quais tradicionalmente não estão inseridas.

Ensinar além dos livros

A Lei nº 10.639 de 2003 estabeleceu que a história e cultura afro-brasileira e indígena fossem inseridas na educação do país. Ainda assim, os livros que carregam a informação sobre outros personagens fundamentais para a história e a formação da identidade brasileira chegam a passos lentos nas escolas do Brasil. Para Andrade, existe um esforço para que essa lei seja respeitada, mas falta potencializar a descoberta de metodologias para aplicá-la.

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“Não basta dizer para as crianças que é lindo ser negro. Contar quem foi Zumbi e Maria Carolina de Jesus. Essas crianças precisam viver uma experimentação positiva para que elas interiorizem esse sentimento de valorizar a própria cultura”, relata.  A psicóloga reconhece a importância de transformação presente na lei, porém, vê também a necessidade de trabalhos que afetem de verdade as crianças e jovens.

“A sensação que eu tenho com relação a essa lei é que há uma corrida para que ela seja aplicada através de livros, mas se não tiver um trabalho além do papel, não adianta”, diz Andrade. Para ela o “letramento corporal” que contemple o campo sensorial e entre no mundo de cada criança é fundamental.

Projeto no Museu de Favela

O projeto é realizado na sede administrativa do Museu de Favela – MUF. O local foi criado por moradores do Cantagalo e conta a história da origem da favela através de grafites nas paredes das casas das pessoas que vivem ali. No espaço cedido para o Afrobetizar, há cerca de 30 crianças que participam com frequência das atividades.

“O MUF é o primeiro museu a céu aberto criado em uma favela”, conta Andrade. Segundo ela, as pinturas foram feitas para proteger os moradores desse lugar que sofriam com a ameaça de serem retirados de suas casas. Localizado na zona sul do Rio de Janeiro, a ameaça da especulação imobiliária fez com que a população se unisse e utilizasse o museu como estratégia de sobrevivência nessa região.

Com o passar do tempo, o MUF tornou-se uma referência em grafite e passou a integrar um dos pontos turísticos da cidade maravilhosa. A iniciativa popular é reconhecida como o primeiro museu territorial e vivo sobre memórias e patrimônio cultural de uma favela no mundo.

As fotos da reportagem foram feiras pela equipe do Coletivo Baobá, projeto de comunicação que também trabalha em parceria com o Afrobetizar.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Administração tucana pode levar universidades do Paraná à falência

no Portal Vermelho

As sete universidades estaduais do Paraná correm o risco de não iniciar as aulas na data prevista este ano porque não há orçamento nem para manter as necessidades básicas como limpeza, contas de água, luz, telefone, manutenção e vigilância. “O estado está quebrado”, afirma pró-reitora de Graduação da Universidade Estadual do Paraná, Liliam Faria Porto Borges.

Por Mariana Serafini, do Portal Vermelho

Os professores da rede estadual já entram na terceira semana de greve
Os professores da rede estadual já entram na terceira semana de greve

Em 2014 o Estado não encaminhou todo o orçamento de custeio das universidades estaduais. A expectativa era que o restante fosse depositado no início deste ano. No entanto, o secretário da Fazenda do Paraná, Mauro Costa, anunciou que governo não vai disponibilizar orçamento de custeio este ano. Ou seja, as universidades não têm condições de abrir as portas. 

Para Liliam, este corte de recursos não se trata apenas de “contingência da crise financeira, é uma concepção de organização dos tucanos”. “O que nos assusta com relação à universidade é olhar a experiência tucana de São Paulo e ver que o Paraná começa a desenvolver os mesmos moldes de lógica na Educação”, diz. 

Ela cita a falência das universidades estaduais paulistas e garante que no Paraná os servidores estão atentos às tentativas do governador Beto Richa de trilhar este mesmo caminho. Trata-se de uma lógica de governar do PSDB que vê investimentos sociais como gastos, tenta reduzir o Estado fazendo cortes em diversos setores para aumentar o lucro do capital, explica a professora. 

Na tarde desta terça-feira (24) os sete reitores se reuniram com representantes do governo do Estado para tentar solucionar a crise. Até o fechamento desta reportagem não havia uma resolução. Em frente ao Palácio Iguaçu, onde acontece a reunião, milhares de professores de todas as regiões do estado fazem uma grande manifestação. 

O professor Odair Rodrigues, que é secretário geral da APP-Sindicato no núcleo metropolitano Sul, participa da manifestação e afirmou que a resistência dos servidores públicos do Paraná se torna uma referência nacional. “Sabemos que esses pacotes de austeridade estão sendo debatidos em outros lugares também, estamos vigilantes com relação a essas medidas neoliberais que o governo tenta implementar”. 

Odair afirma que o governador Beto Richa tentou utilizar o fundo da previdência social dos professores, acumulado nas últimas três décadas, que atualmente está em aproximadamente R$ 8 bilhões, porque o Estado está falido, não tem absolutamente nenhum orçamento em caixa. “Neste segundo governo do Richa os quadros não têm competência técnica para tratar servidores públicos, eles têm uma pauta extremamente neoliberal”, aponta. 

A professora da rede estadual em Foz do Iguaçu, no interior do estado, Paola Oliveira, é incisiva ao afirmar que a greve continua e o grande desafio é manter a determinação dos professores que já entram na terceira semana de paralisação. Segundo ela, Foz é a única cidade do interior que conta com um acampamento de greve escalonado para funcionar 24 horas. “Os pais dos alunos e os próprios estudantes têm ido ao acampamento e a comunidade de um modo geral está apoiando a greve”. 

Os professores da rede estadual estão em processo de negociação com o governo do Estado que ainda não atendeu a todos os pontos de reivindicação. As medidas do “pacotaço”, que incluíam utilizar os recursos da previdência dos servidores para complementar o orçamento do Estado foram retiradas de votação depois de intensas manifestações, mas ainda há uma série de pontos da pauta a serem negociados. 

Nesta quarta-feira (25) haverá mais um grande ato dos professores em Curitiba e em várias cidades do Paraná. 

Leia mais: 

Professores fazem reunião com governo do Paraná, Richa não comparecePacotaço de Beto Richa sai de votação depois de intensas manifestaçõesCaminhoneiros do Paraná aderem a greve contra Beto Richa

Mendes justifica por que engavetou ação do financiamento de campanha

Há mais de dez meses o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu vistas da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.650, proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), contra o financiamento empresarial de campanhas eleitorais.

no Vermelho
Morosidade ou má vontade de Mendes?

Nesta terça-feira (24) ele justificou a demora em se pronunciar dizendo que não é possível discutir financiamento de campanha sem a definição do sistema eleitoral. “Eu acredito que não dá para discutir financiamento de campanha sem definir qual é o sistema eleitoral. Nós temos que discutir isso de maneira ampla", disse Mendes durante sessão temática do Senado destinada a discutir propostas de reforma política.

A declaração do ministro confirma a suspeita de que a sua “morosidade” em avaliar o processo tinha o objetivo de aguardar o andamento da reforma política no Congresso Nacional. 

Em 2 de abril de 2014, seis dos onze ministro do STF votaram a favor da ação. Apenas um, Teori Zavascki, se manifestou contra. O número de votos favoráveis já era suficiente para que as doações privadas a campanhas fossem consideradas inconstitucionais. Mendes pediu vistas e até o momento, não foi marcada nova data para o julgamento, embora o regimento interno do STF determine um prazo de 30 dias para que o processo seja devolvido ao plenário.

Diversos setores dos movimentos sociais criticam o que chamam de má vontade por parte do ministro Gilmar Mendes. Campanhas nas redes sociais e um abaixo-assinado foram criados para pressionar por uma decisão do ministro. A luta é para pôr fim ao financiamento privado de campanha, considerado ponto crucial para o combate á corrupção, pois transforma o processo político em um negócio.


Da redação do Portal Vermelho, com informações de agências



DIÁRIO DE CUBA - Feira do Livro de Havana: parece um shopping, mas não é

por Clarissa Pont e Eduardo Seidl (fotos) no Rede Brasil Atual
Edição 2015 do evento internacional de literatura mobiliza atenções da capital cubana e se espalha pela províncias e atrai pluralidade de moradores e turistas.
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Cubanos e turistas lotam antigo forte que sediou Feira Internacional do Livro em Havana
Havana – A multidão era ainda maior do que aquelas vistas no Brasil em pré-feriado natalino dentro de um shopping center, quase impossível caminhar. A diferença é que não se tratava de um shopping, mas da 24ª Feira Internacional do Livro de Havana. Do dia 12 até o último domingo (22), a Fortaleza de San Carlos de La Cabaña, a maior construída pela Espanha nas Américas e uma das edificações históricas mais bonitas da capital cubana, abrigou centenas de livreiros, shows musicais e exposições.
A fortaleza sozinha já valeria a visita. Foi construída a partir da invasão inglesa, serviu de prisão militar e, na Revolução Cubana, de quartel-general. Atualmente, é um local turístico com feira de artesanato, cafés e onde, todas as noites, às nove em ponto, acontece a cerimônia do cañonazo, declarado recentemente Patrimônio Cultural de Cuba. Atores em uniformes militares do século 18 recriam o disparo de canhão sobre o porto de Havana que era sinal, até 1850, do fechamento das portas da muralha da cidade.
EDUARDO SEIDL
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Pluralidade. Feira de literatura internacional atrai cubanos e turistas e reúne diversidade da população da ilha
Considerado o maior evento cultural da ilha, a Feira do Livro ocupou Havana a partir da fortaleza e moveu a população para o outro lado do porto, onde se chega por uma autopista que corre por baixo da água. Neste ano, foram instaladas 12 subsedes da feira em todos os bairros. Os cubanos levaram até as comemorações do Dia de São Valentin para a fortaleza e muitos casais programaram um passeio entre os expositores no último dia 14.

Homenagem a Índia

"É uma honra para a Índia ser o primeiro país asiático convidado a esta Feira do Livro, que conta com a participação de intelectuais e escritores de 35 nações", disse Ravindra Singh, secretário de Estado da Cultura da Índia, durante a cerimônia de abertura da feira, que movimentou a Sala Nicolás Guillén da fortaleza. Para se ter uma ideia, 13 editoras indianas estiveram presentes, com mais de 27 títulos traduzidos para o espanhol. A expectativa dos indianos era vender cerca de 100 mil exemplares em Havana.
Além de homenagear a Índia como país convidado, a feira deste ano foi dedicada aos escritores Olga Pontuondo Zúñiga, Prêmio Nacional de Ciências Sociais e Humanas de 2010, e Leonardo Acosta, Prêmio Nacional de Literatura 2006 e Prêmio Nacional de Música 2014.
O evento também rendeu homenagens aos cinco heróis, como são conhecidos os agentes de inteligência Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González, que recentemente voltaram a Havana depois de estarem arbitrariamente presos nos EUA desde 1998. Eles são lembrados a todo momento em eventos oficiais. Antonio, Gerardo e Ramon estiveram na cerimônia de abertura da feira literária, no último dia 12.
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Segundo a organização, na edição 2015 do evento foram mais de 850 lançamentos editoriais e calcula-se que circularam nos seus dez dias de duração 5 milhões de exemplares na fortaleza. "“A feira reafirma assim seu tamanho e sua vontade de diálogo intercultural", afirma Zuleica Romay, presidente do Instituto Cubano do Livro.
A feira foi o principal assunto da semana em Havana. O incremento de 17% na produção de livros desde a edição do ano passado foi destaque do jornal Granma. O jornal seguiu durante algumas semanas a força-tarefa desenvolvida em gráficas cubanas para aportarem na feira com todos os títulos em tiragens máximas.
"Quando se entra na área de imprensa e encadernação da Empresa de Artes Gráficas Frederico Engels, salta à vista uma enorme rotativa Man Roland que trabalha em velocidade extrema imprimindo em quatro cores", diz a matéria."
Os trabalhadores das gráficas fazem grande esforço para garantir todos os lançamentos. Edel Gálvez, operário principal da rotativa, conta que desde o fim de novembro são realizados turnos de 12 horas de trabalho, de segunda a domingo. Para agilizar o processo, os títulos foram organizados por formatos para que não sejam necessárias muitas mudanças no maquinário a cada impressão. "Para garantir que cada autor lance seu livro é que estamos trabalhando", conclui Gálvez.

Desde cedo

Foi intensa a participação das crianças e inúmeros os espaços dedicados a elas. Segundo o portal Prensa Latina, o Fundo das Nações Unidas para a Educação e a Infância (Unicef) destacou na mesma semana da abertura as contribuições teóricas de Cuba à inclusão nas escolas.
EDUARDO SEIDLCuba Livro 5.jpgFeira de Havana dedicou espaço e atenção especiais à literatura infantil
Anna Luzia D'Emilio, representante da Unicef em Cuba, destacou que na ilha está garantido o direito humano à educação. A declaração foi destaque no lançamento do livro Inclusão Educativa e Educação Especial, dos autores Santiago Borges e Moraima Orozco. O texto diagnostica e propõe enfoques ao tema da inclusão de crianças com deficiência física, dificuldade de mobilidade e pobres. "Este estudo serve de retroalimentação à Unicef, simultaneamente, que promove a reflexão e o questionamento dos enfoques pedagógicos tradicionais no ensino especial", disse Anna.
Logo depois do encerramento, domingo, a Feira do Livro de Havana partiu em circuito por todas as províncias do país – um périplo de literatura.
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