segunda-feira, 9 de março de 2015

Venezuela, entre Crise e Revolução

por Redação do Outras Palavras
Graffiti celebra revolução popular e lutas da América Latina, em Caracas
Graffiti celebra revolução popular e lutas da América Latina, em Caracas

Problemas são graves, descontentamento cresceu, é preciso mudar logo. Porém, os “barrios” resistem e enfrentam hipocrisia das elites. Vencerão?
Por Greg Granin, no The Nation | Tradução: Rosana Pinheiro, na Agência Plano
Golpes e contragolpes. Repressão. Crise econômica. Sete centavos por um tubo de pasta de dente e 755 dólares por uma caixa de preservativos. Como resultado deste último fato, diz a Agência Bloomberg: “A Venezuela tem uma das maiores taxas de infecção pelo HIV na América do Sul” (é perturbador, mas a Bloomberg não menciona: trata-se exatamente da mesma taxa de infecção dos Estados Unidos…). Queda dos preços do petróleo. Prisão de um líder da oposição. Complô em Washington. Twittes da ONG Human Rights Watch. Manifestações na América do Sul.
O que está acontecendo na Venezuela? Eu não faço ideia. Estive muito ocupado tentando rastrear o cinegrafista que acompanhou o jornalista Bill O’Reilly em El Salvador, onde ele não apurou informações sobre o massacre de El Mozote. Então perguntei a um grupo de estudiosos de confiança. Eis o que eles disseram.
Acima de todos, Miguel Tinker Salas, professor de História em Pomona e autor de The Enduring Legacy, que conta a história da indústria petrolífera venezuelana, insiste em que temos de manter a perspectiva. O México, país onde pilhas de corpos se acumulam, e que está em meio a uma crise humanitária de proporções surpreendentes, recebe “passe livre” dos Estados Unidos. Com a Venezuela é diferente (lá as coisas podem estar ruins, mas não ruins a ponto de serem contabilizados 83 mil cadáveres em seis anos, devido à violência do crime organizado). Tinker Salas, cujo oportuno livro Venezuela: What Everyone Needs to Know será publicado em abril, escreve:
“Reportar sobre a Venezuela nos EUA, considerando as descrições feitas pelo establishment político de Washington, levaria alguém a acreditar que o país está mais uma vez à beira de um precipício. A morte recente de um estudante na Venezuela é trágica. Mas, ao contrário do México, onde reina a impunidade, o policial responsável pela morte do estudante foi imediatamente detido, o que não impediu que o Departamento de Estado Norte-Americano e o escritório de John Kerry emitissem uma nota de repúdio. [Nota do editor: compare a resposta da ministra venezuelana do Interior, Carmen Meléndez, à morte de Kliver Roa, com os eventos recentes nos EUA — em Ferguson, Staten Island, Cleveland…]. No contexto atual, o governo de Nicolás Maduro na Venezuela é descrito como uma administração que perde apoio popular e supostamente conta com a repressão para permanecer no poder (mais uma vez, compare com o México).
Manchetes sensacionalistas geralmente concentram-se na falta de papel higiênico e preservativos como forma de ridicularizar o país e a liderança política eleita após a morte de Chávez. No México, onde mais de 50% da população vive na pobreza, e milhões de pessoas pobres e indígenas não têm acesso a alimentos ou serviços básicos, condições deploráveis passam desapercebidas. Milhões emigram ou tornam-se refugiados, e dezenas de milhares de mortes são atribuídas aos cartéis de drogas, isentando o aliado e financiador — Estados Unidos da América — de responsabilidade. A maioria dos relatos não reconhece a mudança política e social que ocorreu na Venezuela nos últimos quinze anos ou a capacitação de milhões de pessoas. O futuro da Venezuela não é claro, a crise é profunda, e a insatisfação cresceu, mas o governo ainda tem apoio.”

Então, qual é a base de apoio do governo? Sujatha Fernandes, que leciona no departamento de sociologia e no Centro de Pós-Graduação do Queens College da City University of New York (CUNY) e é autora de Who Can Stop the Drums? Urban Social Movements in Chávez’s Venezuela, aponta para os bairros pobres, onde, apesar da carência econômica e longas filas para comprar bens básicos, os moradores estão cientes do papel desestabilizador da oposição:
“Muitos desses moradores dos bairros pobres, que compõem o reduto do processo bolivariano, estão cientes do papel desestabilizador que está sendo desempenhado pela oposição em várias frentes, e não estão entre aqueles que expressam descontentamento. E falando com venezuelanos comuns, não se tem a sensação de grande calamidade econômica, apesar das dificuldades. Os laços de solidariedade que se desenvolveram nos últimos tempos têm dado origem a respostas inovadoras, como a economia de escambo.”
A antropóloga Naomi Schiller, que fez uma extensa pesquisa de campo nos bairros, focando no ativismo comunitário online, coloca a crise atual em contexto: “Houve poucos períodos em que o bolivarianismo esteve em apuros profundos.” E a crise tem seu preço:
“A pressão constante reduziu os espaços para reflexão, crítica construtiva e reparação. No meio da crise econômica, o financiamento estatal para as iniciativas de mídia comunitária tem sido muito reduzido. Catia TVe, uma proeminente emissora de televisão comunitária em Caracas, cortou a sua equipe pela metade. A constante redução do poder de compra do salário mínimo significa que todos devem manter vários empregos. Em toda a Venezuela, novas disparidades surgiram entre os que têm acesso a dólares por meio de familiares no exterior, viagens internacionais ou outros canais. Mas, em vez de abandonar o projeto de construção do socialismo bolivariano, muitos produtores de mídia comunitária continuam a fazer televisão e rádio voltados ao objetivo de construir uma ordem social mais justa e igualitária, procurando fazer o que podem com recursos muito limitados.”
E, apesar da crise em curso, os cidadãos organizados em movimentos sociais e “politicamente mobilizados, tais como aqueles que trabalham nos meios de comunicação comunitários, continuam, em sua maior parte, a acusar a oposição e a contínua intromissão do governo dos Estados Unidos:”
“Mesmo quando frustrados com a corrupção e a má gestão, e céticos quanto a algumas alegações expressas pelo governo Maduro, eles continuam convencidos de que, se a oposição ganhasse poder, suas condições sociais e econômicas seriam muito piores. O chavismo sempre foi dividido internamente, com várias correntes conflitantes – algumas mais comprometidas com a democracia participativa e a construção de um Estado comunitário do que outras.
Apesar de mais de uma década de agitações, Schiller acredita que o momento atual “parece ser a crise mais grave por que o chavismo passou até agora”.
Ao longo dos anos, venezuelanos chavistas e pobres, diz Schiller, ecoando Fernandes, provaram-se notavelmente resistentes e ativos em assumir o controle de suas vidas, com o melhor de sua capacidade. Partidários de Chávez e agora de Maduro são frequentemente descritos como “‘clientes’ improdutivos que esperam doações na forma de alimentos subsidiados e preços da gasolina irracionalmente baratos” (versões tropicais da famosa declaração dos “47%” de Mitt Romney). Mas, ela diz: o “movimento bolivariano foi construído por pessoas que usaram recursos do Estado para educar-se, construir alianças, participar da governança local, alimentar os seus vizinhos, fazer a sua própria mídia e cuidar dos doentes. Eles procuraram transformar dólares do petróleo em comunidades prósperas.” Esse modelo pode não ser mais sustentável.
Mas nem todos na Venezuela são “organizados”. Daniel Hellinger, professor de Relações Internacionais na Universidade de Webster, autor de uma série de livros e de um boletim mensal, Caracas Connects, aponta que ambos, desestabilização planejada e descontentamento popular real, podem existir simultaneamente: “má gestão econômica e sabotagem econômica não são hipóteses mutuamente excludentes para explicar as longas filas”. Ainda assim, “a desaprovação de Maduro não eleva automaticamente a força da oposição:
“Enquanto as pessoas nos bairros pobres não aderirem aos protestos, o governo Maduro provavelmente não cairá. Mas, se a base chavista das cidades vai sair e votar a favor do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) em dezembro [eleições para a Assembleia Nacional], apesar da organização superior do partido, é muito mais problemático… Ainda que o governo venha a apresentar provas concretas contra Ledezma [o prefeito de Caracas, Antônio Ledezma], a preocupação com a sua detenção [acusado de tramar um golpe de estado] não se limita à oposição. ‘A criminalização da dissidência’, como denominam alguns comentaristas, é motivo crescente de preocupação também para a ala esquerda do chavismo.”
Hellinger observa ainda que “a detenção de integrantes da segurança e as declarações sobre golpes por parte do governo” – mesmo que sejam reais – podem sair pela culatra, “simplesmente por tornar um golpe mais plausível.”
E o que dizer sobre a tentativa de golpe relatada? O que anda fazendo a oposição?Steve Ellner, co-editor do recém publicado Latin America’s Radical Left: Challenges and Complexities of Political Power in the Twenty-First Century e professor da Universidad de Oriente, em Puerto La Cruz , Venezuela, escreveu que:
“O discurso dos principais membros da oposição venezuelana é deliberadamente vago, mas suas intenções são evidentes. Eles se envolvem no que o presidente Maduro chama de “banda dupla”: juram apoio a soluções pacíficas, mas, ao mesmo tempo, encorajam um caminho não-democrático ao poder, juntamente com táticas revolucionárias e até mesmo violentas. De fevereiro a maio do ano passado, a dupla abordagem serviu para justificar as manifestações antigovernistas generalizadas, que incluíram a destruição em massa de bens do Estado e numerosas mortes, inclusive de seis guardas nacionais. O slogan “saia agora” (lançado pela primeira vez por Leopoldo López, atualmente na prisão) era um eufemismo para a mudança de regime por qualquer meio, mesmo enquanto os líderes da oposição afirmavam que estavam simplesmente pressionando o presidente Maduro a demitir-se. (Os mesmos líderes tinham convidado Chávez a demitir-se nas semanas que antecederam o golpe de abril de 2002.) Em outro exemplo de ambiguidade intencional, a oposição insistiu na libertação dos “presos políticos” dos protestos do ano passado, sem fazer distinção entre manifestantes pacíficos e violentos.
“Agora, os líderes da oposição estão pedindo uma “transição” distanciada do atual governo, a fim de realizar novas eleições, reformar a administração pública, negociar com os organismos financeiros multilaterais, rever as expropriações de empresas feitas pelo governo chavista, libertar “presos políticos” e, de forma significativa, aumentar a produção de petróleo (em aparente violação das quotas da OPEP). O governo Maduro afirmou que a proposta de formar um governo de transição estava ligada a uma tentativa de golpe envolvendo oficiais da Força Aérea, bem como o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, que foi preso por isso. Se o objetivo real desses líderes da oposição é pressionar Maduro a demitir-se, por que não limitam seus slogans a referências em favor desse objetivo? Todos os venezuelanos sabem que Maduro, que conta com considerável capacidade de mobilização do maior e mais organizado partido político do país, não está prestes a renunciar. A estrada não-eleitoral para o poder envolve, necessariamente, a violência e, eventualmente, um golpe militar.”
Grande parte da discussão da Venezuela tem a ver com a sua economia. Aqui está a opinião de Mark Weisbrot, codiretor do Center for Economic and Policy Research, de Washington D.C., nos Estados Unidos.
“Por 15 anos, a maioria dos meios de comunicação ocidentais tem dito que a economia venezuelana estava à beira de um colapso. Esta foi a análise, em grande parte da imprensa financeira, mesmo quando a economia estava crescendo e a inflação estava sob controle. Eles finalmente estão certos? A inflação foi de 68,5% em 2014, e o PIB da Venezuela encolheu 2,8%. A economia também tem sido afetada pela falta de bens de consumo e outros produtos, incluindo alguns medicamentos. Títulos do governo da Venezuela têm as maiores taxas de juros do mundo. É claro que há problemas graves a serem resolvidos.
“A inflação e a escassez são os principais resultados de um sistema de taxa de câmbio disfuncional. Um corte no fornecimento de dólares, no segundo semestre de 2012, desencadeou um movimento de aumento de participação do mercado negro, empurrando para cima a inflação, que por sua vez aumentou ainda mais a taxa de participação do mercado negro. Atualmente existem duas taxas fixas (6,3 bolívares fuertes, ou BFS , por dólar para alimentos e medicamentos, e 12 BFS para outras mercadorias) e uma nova taxa flutuante, que começaram a ser negociadas em 15 de fevereiro, além do mercado negro. Um ajuste precisa acontecer para empurrar o preço do dólar a um nível que irá eliminar o excesso de demanda. A nova taxa flutuante anunciada na semana passada é de cerca de 172, não muito longe da taxa do mercado negro de 191 para transações em dinheiro. Ainda precisamos ver se este novo mercado de câmbio vai deter o processo de depreciação da inflação – e da fuga de capitais que vem junto com esse fenômeno – e se poderia ser um passo em direção à unificação da taxa de câmbio.
“Os problemas são solucionáveis. Nos últimos dois anos, a Venezuela cortou as importações em 33%, quase tanto quanto a Grécia fez em seis anos de depressão. Assim, a parte mais difícil do ajuste — mesmo levando em consideração a queda do preço do petróleo — está feita. De acordo com a estimativa do Bank of America, a Venezuela tem reservas e ativos que poderiam se transformar em dinheiro, totalizando US$ 70 bilhões, uma vez e meia superiores ao nível de importações anuais. Com apenas as reservas do governo em ouro, seria possível comprar todos os títulos do governo e da PDVSA (a companhia nacional de petróleo) que vencem nos próximos três anos; uma omissão da dívida é, portanto, extremamente improvável. Em suma, os problemas econômicos da Venezuela são solucionáveis, mas para isso é necessária uma reforma séria — principalmente no sistema de taxa de câmbio.”
Ainda assim, existem sérias contradições sociais no modelo político e econômico deixado por Chávez. Andrés Antillano, professor de criminologia na Universidade Central da Venezuela, diz que:
“Sob o chavismo, fomos de uma economia desregulamentada, nas mãos do setor privado, ao capitalismo de Estado sustentado pela apropriação e redistribuição das receitas do petróleo aos mais desfavorecidos. Não obstante o caráter social e a natureza igualitária das políticas implementadas durante este período… o que vemos hoje na Venezuela são sinais do esgotamento do modelo econômico rentista e estatista. Ao mesmo tempo, temos assistido a escassez e o desmantelamento do aparelho produtivo. Nesse contexto, as classes dominantes e seus órgãos políticos, os partidos de direita, procuraram restaurar seu poder. Na esfera econômica, eles exigem a privatização e o monopólio das receitas do petróleo. Politicamente, a classe dominante procura derrubar o projeto bolivariano e impor um governo neoliberal para servir os seus interesses.”
Neste contexto, diz Antillano, especulação, acúmulo de capital privado e manipulação de moeda estrangeira têm provado ser táticas de “sucesso” para “desacreditar o governo e criar instabilidade social”. Por sua vez, o governo bolivariano de Maduro provou-se “fraco e aguerrido”.
“Sem a forte liderança de Chávez, que conseguiu unir um campo político heterogêneo a uma orientação estratégica clara, o gabinete atual não tem sido capaz de definir um caminho claro de ação e e tem adiado a tomada de decisões. Esta indecisão, em parte, indica o seu desejo de evitar medidas que prejudicariam os mais pobres – ações que setores conservadores defendem – como desvalorizando o bolívar, acabando  com o controle de preços e reduzindo a despesa social.
O que vai acontecer, o que deve ser feito? Na opinião de Antillano:
“O projeto bolivariano está numa encruzilhada. O esgotamento tanto do modelo rentista e do modelo de desenvolvimento do capitalismo de Estado exige tomar um rumo neoliberal através da desregulamentação da economia, onde a riqueza da nação voltaria para os ricos; ou de tirar proveito da desilusão com o modelo rentista de avanço em direção a um modelo pós-capitalista, em que as capacidades produtivas são socializados nas mãos do povo.”
George Ciccariello-Maher, que leciona na Drexel e é o autor do We Created Chávez, diz que este novo modelo do qual Antillano fala já está sendo construído – ao politizar e capacitar (ainda mais do que já ocorreu) o socialismo de autoajuda descrito por Fernandes e Schiller. A Revolução Bolivariana está numa “situação apertada”:
Mas, com toda essa ênfase nas questões da economia e no conflito nacional entre chavistas e antichavistas, corremos o risco de perder de vista o que é sempre esquecido: os historicamente pobres, as bases revolucionárias, aqueles que conheceram a escassez e a insegurança muito antes das elites ricas levantarem essas bandeiras; aqueles que conhecem os perigos e as corrupções do poder do Estado, mas que, no entanto, optaram estrategicamente por disputar espaço. Apesar de apoiar Nicolás Maduro e a continuidade da Revolução, muitos têm ajudado na construção de um “Estado comunal”, paralelo, contribuindo com seus esforços para uma rede em expansão de comunidades autogovernadas. Essas comunidades, embora tenham apenas começado a emergir, estão produzindo bens à medida em que formam novas pessoas e novas relações políticas. Como me disse recentemente uma liderança comunitária: “Este é o momento mais difícil da Revolução Bolivariana, mas as comunidades estão onde a vitalidade está.” Contudo, a vitalidade só nos levará até certo ponto, e não está claro se existe vontade política para que o projeto das comunidades avance: a elite política chavista têm muito a perder se as comunidades tiverem sucesso. Mas talvez a crise econômica prevaleça: o setor de importação privada provou ser o calcanhar de Aquiles do governo, e a produção comunitária é muito mais eficiente do que as fazendas e fábricas gerenciadas pelo Estado. A Venezuela encontra-se em um ponto de inflexão: socialista demais para prosperar no sistema global, ainda muito dependente de capitalismo para romper com ele. A única saída é para a frente, e a única forma de avançar nessa direção é através das organizações comunitárias.”

Entidades sindicais protocolam petição contra ADI do MPDFT

Por Maria Carla no Portal do Sinpro Distrito Federal
Lideranças sindicais no TJDFT protocolaram petição às 15h
Vários sindicatos e a CUT Brasília deram entrada, na tarde desta sexta-feira (6/3), em pedidos de ingresso como amicus curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), com a qual o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) tenta declarar inconstitucional os reajustes concedidos aos professores do Distrito Federal nos últimos três anos. (Foto)
Amicus Curiae é termo jurídico para se referir às entidades que tenham interesse em participar no julgamento das ADIs, passando a ter representatividade para se manifestar nos autos sobre questão de direito pertinente à controvérsia constitucional. As entidades admitidas como amicus curiae (amigos da Corte) não são partes dos processos, atuando como interessados na causa e auxiliares do juízo.
Os pedidos de ingresso feitos no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT)  têm o objetivo de contrapor o cenário apresentado pelo MPDFT na ADI impetrada contra 33 leis aprovadas em 2013, as quais implantaram planos de carreira em quase todas as categorias de servidores(as) públicos(as) do Governo do Distrito Federal (GDF).
As petições foram protocoladas às 15h pelo presidente da CUT Brasília, Rodrigo Brito; pela diretora do Sinpro-DF, Rosilene Correa,  e representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsep), Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do Distrito Federal (Sindser) e Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Sindprev-DF). Cada entidade protocolou uma petição individual.
O desembargador Humberto Adjuto Ulhôa, relator da ADI, recebeu as lideranças sindicais (foto da capa) e declarou que pretende admitir o ingresso das entidades sindicais na ADI. Afirmou ainda, durante o encontro com os sindicalistas, que deferirá os pedidos porque considera a situação grave e acha de suma importância a participação das entidades que representam as categorias que, eventualmente, poderão ser afetadas para que seja possível fazer um contraponto à situação apresentada pelo GDF.

Globo: três meses sem anúncio do Governo

no Conversa Afiada
Se o Governo não anuncia,​ apanha. Se anuncia, também apanha

por José Gilbert Arruda Martins

Os números baixos da deusa platina é um claro entendimento que os telespectadores começam a ter sobre a histórica manipulação e dos lucros que esse grupo conseguiu abocanhar ao longo dos anos, desde 1964, quando deu apoio irrestrito à Ditadura Militar - como diz o Garotinho.

A TVT está chegando aí, agora, segundo a RBA, serão 20 milhões de paulistas que poderão assistir a programação. Os outros canais de TV também estão se organizando e ampliando sua fatia do mercado mas, o que pode retirar a hegemonia da Globo é a internet, essa sim tem força.

Os jovens, os adultos, não importa a idade, a orientação sexual, o poder aquisitivo, a internet diverte e informa. Vai além da mesmice da rede globo.

Globo: três meses
sem anúncio do Governo

Se o Governo não anuncia,​ apanha. Se anuncia, também apanha
Conversa Afiada não é como essas suaves – e feiíssimas – repórteres e colonistas da Fel-lha, que sustentam as reportagens em fontes anônimas.

Em cima de fonte anônima se constrói a verdade – e a mentira – que se quiser.

É anônima, dane-se, leitor !

Conversa Afiada não participa desse vaudeville     que faz do PiG o pior jornalismo das oito maiores economias do mundo.

Até a imprensa chinesa é mais plural que a Globo e a Fel-lha.

(A ombudsman da Fel-lha, nesse domingo  (8/3), ressalta o caráter  “plural” dos colonistas do jornal. É uma das peças mais hipócritas que o ombundismo pátrio já produziu. Como se sabe, “ombudsman da Fel-lha” é um oximoro.)

Conversa Afiada é de outra categoria.

Aqui tem fonte: o Valdir Macedo, por exemplo !

O Valdir Macedo contou ao ansioso blogueiro que desde primeiro de janeiro o Governo Federal não anuncia na Rede Globo.

Por quê?

Segundo o preciso informante, o Governo Federal renegociou os valores para 2015 com as outras redes de televisão e obteve gordos descontos. 

Por quê?

Porque diminuiu o número de aparelhos ligados.

Porque há uma fuga da rede aberta de televisão em direção ao celular, ao computador e à tevê por assinatura.

E, especialmente, porque a Globo não entrega mais a audiência, o Globope – olha o GfKque chega aí ! – de antes.

A tabela de preços da Globo reflete uma hegemonia que foi pro saco.

O jornal nacional, anabolizado pelo massacre contra a Dilma, consegue manter um Globope em torno de 25 pontos.

Não paga as contas.

Nem justifica o que cobra.

(O break-even deve estar em 40 pontos. É o que a Globo deve, provavelmente, precisar para pagar o salário e os bônus de profissionais de incomparável gabarito, como do Gilberto Freire com “i” )

O Fintástico está na casa dos 18, 20 pontos.

Não paga as contas. 

(Valdir Macedo disse e repete que não tem interesse na Globo – o passivo trabalhista é impagável …)


Por que a Globo ainda consegue vender por preços inchados, acima do que consegue entrega ?

Por causa do BV.

A Globo paga as agências e os mídia das agências no inicio do ano, pela programação do ano inteiro.

Garante o bônus da rapaziada.

E o BV da Globo é a maior fonte de renda das maiores agências de publicidade do Brasil !

O Supremo Tribunal Federal considerou o BV ilegal e, por isso, condenou o Pizzolatto.

Mas, como se sabe, o BV da Globo é tão imaculado quanto o cadastro bancário do Eduardo Cunha

O Governo Federal – mesmo sem incluir a Caixa, o BB, a Petrobras -, só o Governo Federal é uma das maiores contas de publicidade do Brasil: chega perto de R$ 1 bilhão.

E o Governo Federal exige, em 2015, que a Globo dê um desconto gordo.

A Globo resiste.

Resiste e responde no jornal nacional !

A “politica editorial” da Globo é essa: se o Governo Federal não anuncia, apanha !

Se anuncia, apanha do mesmo jeito !

E massacra.

Ainda mais que a revisão da politica de desoneração tomou da Globo a bagatela de R$ 300 milhões por ano.

O massacre não vai parar !

Com anuncio e sem anuncio.

Como dizia o Tancredo: você vende a mãe, mas não vende os interesses.

Quem manda bernardizar o Berzoini ?

Traz o Lula pra Brasília, Dilma !

domingo, 8 de março de 2015

Feminismo - O Dia da Mulher não é homenagem bonitinha

no Portal da Carta Capital
O dia 8 de Março é importante porque a mulher ainda é oprimida: quando formos realmente tratadas como iguais, poderemos transformá-lo em uma comemoração.
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O dia 8 de Março não dever ser "leve". Quando formos realmente tratadas como iguais, poderemos transformá-lo em uma comemoração
por José Gilbert Arruda Martins
Tenho afirmado nas minhas aulas:
Lugar de mulher é na presidência da República.
Lugar de mulher é na direção de grandes projetos para o bem estar da sociedade mundial.
Lugar de mulher é estudando Curso Técnico, Mestrado, Doutorado, Pós-Doutorado...
Lugar de mulher é trabalhando e recebendo salário igual ao do homem.
E, nós homens, ao lado delas na construção de uma sociedade onde não haja nenhum tipo de violência contra elas.
Lugar de mulher não é na cozinha, se o marido quer alimentar-se, vai ele para cozinha ou juntos.
A limpeza da casa, o cuidado com as filhas e filhos, é dos dois, nunca apenas da mulher.
Lugar de mulher é na luta.
Um dia vamos comemorar, por enquanto é LUTAR.

Feminismo

O Dia da Mulher não é homenagem bonitinha

O dia 8 de Março é importante porque a mulher ainda é oprimida: quando formos realmente tratadas como iguais, poderemos transformá-lo em uma comemoração
O Dia da Mulher não é pra ser uma homenagem singela e bonitinha para as lindas mulheres sorridentes e fofinhas, ah, essas mulheres, tão lindas e tão geniosas, mas que os homens amam. É um dia pra botar todas as questões que precisam ser debatidas em pauta, é pra falar sobre a luta dos direitos da mulher, não sobre TPM e manicure. Não é pra ter um "tom leve".
Tom leve não combina com assunto sério, daí tantas manifestações negativas a campanhas paternalistas. Algumas pessoas vêm com aqueles papos de que as reações são desproporcionais, que deixa disso, que não é tanto assim, que é frescura, que é exagero, que devemos também falar das mulheres "normais". Como se a única agressão que contasse fosse a física. Como se a única opressão que valesse fosse a explícita. Como se, por exemplo, um padrão de beleza massacrante também não fosse uma forma de opressão.
Entendo que para as pessoas menos familiarizadas com o feminismo algumas coisas possam parecer exagero. Já fui assim também. Achava algumas reações exacerbadas, motivadas por "bobagem". Aí eu descobri duas coisas: primeiro: não temos o direito de cagar regras sobre como alguém se sente a respeito de algo. Segundo: nenhuma reação é exacerbada quando se trata de quebrar um paradigma milenar. Cada minicoisinha conta.
Cada reclamadinha que a gente dá pode gerar questionamento em alguém - apesar de gerar chacota dos que nunca sentiram na pele o que a mulher passa e, por serem incapazes de empatia, minimizam qualquer manifestação com o papinho da feminista histérica. Querem uma feminista mansa, que não fale alto, que não incomode e fique no seu lugarzinho. Não, né?
O dia 8 de Março é importante pelo simples motivo de que a mulher ainda é oprimida. O dia em que formos realmente tratadas como iguais poderemos transformar o dia em uma comemoração, mas, por enquanto, ainda é um dia para abrir os olhos da galera que prefere não saber, por exemplo, que sete de cada dez mulheres serão agredidas ao longo da vida - este é um dado da ONU - e que essas mulheres não estão longe.
A violência acontece no seu prédio. Na sua rua. Pode ser que aconteça na sua família, com a sua sobrinha, sua vizinha, sua colega de trabalho, sua chefe, a chefe de sua chefe, uma juíza, enfim. Pode ser que aconteça com você. Violência contra a mulher não escolhe classe social. E a violência acontece porque ainda vivemos sob o patriarcado, onde a mulher está abaixo do homem. Sim, conquistamos muitas coisas, mas ainda não chegamos nem perto de realmente reestruturar o funcionamento da sociedade para que seja igualitária e justa.
Temos um longo caminho pela frente.
Enorme.
Milhares de anos precisando de desconstrução e reconstrução.
Milhares de paradigmas incrustados em nossas cabeças.
Milhares de estereótipos para quebrar.
Anos e anos e anos e anos de violência suportada em silêncio pra gritar.

*Originalmente publicado em claraaverbuck.com.br

STF frustra golpistas: “Não há nada a investigar contra Dilma”

no Portal Vermelho

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, afirmou que não há nada para se investigar contra a presidenta Dilma Rousseff no processo sobre os desvios na Petrobras. 

Teori Zavascki acompanhou a decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot
Teori Zavascki acompanhou a decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot

por José Gilbert Arruda Martins

É vergonhosa as insinuações da velha e "boa" mídia, com a globo à frente. Para as pessoas menos ligadas no que ouve e ver, a forma que a mídia divulga, com as palavras e textos bem editados e pensados, e que a presidenta Dilma Roussef está envolvida.

É uma vergonha. A sociedade brasileira e toda a Classe Trabalhadora precisa agir.

Por isso temos divulgado no blog do professor Gilbert e também nas redes sociais, nomes de blogs e páginas na internet que, se lidas e acompanhadas, a pessoa tem a chance de fazer uma leitura mais crítica de todo o processo.

Uma questão de grande importância e fazer a sociedade refletir que interesses essa mídia conservadora defende.

O desafio dos partidos de esquerda, dos Movimentos Sociais à esquerda, dos professores e professoras à esquerda, dos médicos e médicas à esquerda, dos servidores públicos à esquerda é mostrar que existe pelo menos uma segunda versão dos fatos veiculados como notícia.

Esse é um desafio que todos e todas que defendem a democracia, o Brasil e a Classe Trabalhadora, precisa pegar para si.

Do contrário poderemos ter um retrocesso incomensurável na história recente da política brasileira.

Um retrocesso que pode levar o Brasil e a América Latina a voltar a ser quintal dos Estados Unidos da América e do grande capital rentista.

Capital rentista que já controla muita coisa. Que estar à frente de grande parte dos movimentos golpistas mundo a fora e também aqui no Brasil.

A população brasileira precisa entender a importância da Petrobrás e do pré-sal para nossa nação. Se o sistema de partilha continuar e a Petrobrás continuar no controle, a riqueza poderá chegar para valer na vida da Classe Trabalhadora, pela primeira vez. E é exatamente isso que o grande capital e os EUA não querem aceitar.

Precisamos estar alertas. Precisamos participar dos movimentos em defesa do governo de Dilma Roussef que foi eleito democraticamente.

Quem defende golpe, defende ditadura. Defende governos autoritários, sanguinários e, o que é pior, não conhece nada de um governo despótico.

O mundo já experimentou infelizmente, centenas de tipos de ditaduras. Todas fundamentadas no desrespeito ao direitos mais básicos da cidadania.

O Brasil, passou, mais recentemente, pela Ditadura Militar que arrancou do poder o governo democraticamente eleito de João Goulart.

A ditadura no Brasil, prendeu ilegalmente, fechou os partidos políticos, que bem ou mal, representam nosso povo.

Torturou e assassinou milhares de pessoas, homens, mulheres e crianças. Os direitos mais básicos da cidadania forma completamente desrespeitados.

Golpes e ditadura ou governos autoritários só beneficiam as elites daqui e de fora. Só beneficiam os já ricos. Não ajuda em nada o povo e a Classe Trabalhadora.

A sociedade brasileira precisa conhecer também, o que foi a Ditadura Nazista de Adolfo Hitler na Alemanha na década de 1930-1940.

Hitler, baseado no ódio aos judeus, ciganos, negros, trabalhadores e trabalhadoras e estrangeiros de todo tipo, montou centenas de campo de extermínio, as pessoas eram presas em casa, nas ruas em qualquer lugar, humilhadas brutalmente ainda nas ruas, senhoras, por exemplo, antes de serem encaminhadas aos campos, tinham suas roupas retiradas e eram expostas nas ruas, sendo, além de xingadas, agredidas.

Nenhuma lei era respeitada. Nenhuma instituição funcionava. Qualquer pessoa poderia entrar na sua residência, arrancar você de dentro e levar preso.

Não havia defesa, nenhum direito era respeitado. No princípio, apenas judeus, homossexuais, estrangeiros...eram presos, depois, não existia critério muito definido. Qual pessoa poderia ser presa, torturada e morta.

Nos campos de extermínio, espalhados pela Alemanha e outras regiões da Europa, as pessoas, homens, mulheres e crianças eram conduzidas a grandes galpões onde, supostamente, tomariam um bom banho quente – como era prometido pelos guardas nazistas -, quando no interior do galpão, as portas eram trancadas e liberado pelos “chuveiros” gás venenoso que matava aos milhares.

Do lado de fora, ouvindo os gritos de horror, os guardas nazistas se deliciavam. Depois, os corpos eram removidos aos milhares e queimados nos fornos.

A ditadura de Hitler assassinou mais de 6 milhões de pessoas inocentes. Muita gente, que deu apoio irrestrito no início, passou a questionar o regime depois. A selvageria era tão intensa que muitos apoiadores cometeram suicídio e, outros, criaram grupos de resistência e, até de tentativa de assassinar Hitler.

Não tenhas ilusões, você que apoia igrejas fundamentalistas; que apoia movimentos golpistas, lembre-se, pessoas irão sofrer. E, pode chegar na sua porta também antes que você imagina.

Ditadura, violência, desrespeito a pessoas ou às instituições conquistadas democraticamente, na maioria das vezes, levam a matanças, assassinatos de pessoas que não tem nada a ver com o problema.

Analise os apoios que porventura você estar ou pode dá a movimentos fundamentalistas. Podem estar usando você para atingir objetivos sórdidos. A liberdade, mesma aquela que ainda podemos conquistar, ainda deve ser o sonho de todos e todas.


Blog do autor: http://professorgilbert2014.blogspot.com.br


STF frustra golpistas: “Não há nada a investigar contra Dilma”

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, afirmou que não há nada para se investigar contra a presidenta Dilma Rousseff no processo sobre os desvios na Petrobras.


"Em relação a 'referência a envolvimento indireto' da campanha da presidente da República, o próprio procurador-geral da República (Rodrigo Janot) já adiantava excluir, dos elementos à vista, conclusão que conduzisse a procedimento voltado à chefe do Poder Executivo", diz Zavascki, relator do caso no STF, em sua decisão referindo-se ao pedido de arquivamento de Janot sobre investigações contra a presidenta Dilma.

A decisão frustrou os intentos da grande mídia e da oposição golpista para tentar justificar um impeachment. “Não há nada que arquivar da presidente Dilma Rousseff”, salientou Zavascki em sua decisão.

Vale recordar a criminosa edição da revista Veja às vésperas do segundo turno das eleições, em que antecipou a edição que, normalmente, sairia no sábado, acusando a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula de saberem dos casos de corrupção na Petrobrás.

“O princípio que rege o julgamento do dano moral é baseado, também, no potencial difamatório da calúnia, ou seja, de acordo com o meio usado para divulgá-la. Nesse contexto, o ataque de Veja usou o meio mais eficiente, de maior alcance, de maior potencial para que uma calúnia fosse assacada”, afirmou o jornalista Eduardo Guimarães defendendo que a presidenta Dilma tem todos os elementos para seguir com a ação contra a publicação por calúnia.

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Da redação do Portal Vermelho, com informações de agências

Plenária Nacional dos Movimentos Sociais aponta para a unidade

no Portal Vermelho

Diversos movimentos sociais se reuniram neste sábado (7) em uma expressiva plenária nacional cujo objetivo é sistematizar a luta da esquerda frente a ofensiva da direita que atinge, além do Brasil, a Argentina e a Venezuela, países fundamentais no processo de integração da América Latina. Os movimentos e partidos de esquerda definiram o dia 13 de março como um ponto de partida em defesa da soberania nacional, da Petrobras, da democracia e dos direitos já conquistados pelos trabalhadores. 


Mariana Serafini
Movimentos sociais da esquerda, junto ao PCdoB, PT e Psol, discutem agenda de luta unificadaMovimentos sociais da esquerda, junto ao PCdoB, PT e Psol, discutem agenda de luta unificada
A unidade da esquerda é um consenso entre os movimentos sociais e os três partidos presentes, PCdoB, PT e Psol. Entende-se que apenas com os trabalhadores e os estudantes nas ruas, em defesa de bandeiras comuns, será possível avançar rumo à soberania e à conquista de mais direitos para o povo brasileiro. 

A presidenta da UNE, Virgínia Barros, atentou para o fato de que a crise enfrentada pelo Brasil não pode ser vista como uma questão isolada. O mundo sofre uma depressão econômica sistêmica que mostra a falência do capitalismo. Os governos progressistas da América Latina são golpeados com uma contraofensiva truculenta da direita com objetivo de fortalecer novamente a agenda neoliberal, como aconteceu nos anos 90, com uma onda de privatizações, ajustes e demissões. A UNE defende a democracia, a Petrobras e as mobilizações populares. 


Presidenta da UNE, Virgínia Barros
“A UNE defende a Petrobras e se posiciona contra a ofensiva da direita, que está mais forte do que nunca e atinge outros países também, o povo precisa estar nas ruas para defender os governos progressistas. A esquerda deve ter foco para fortalecer a luta e agir contra o inimigo comum, em defesa de um projeto soberano, popular e democrático”, disse.

O presidente da Unegro, Edson França, atentou para o fato de que a direita tem usado recursos da esquerda para atingir o projeto progressista de país escolhido pelo povo por meio de eleições diretas, ao ocupar as ruas para defender um golpe. “A direita não aceitou a soberania do voto popular e estão articulando um golpe, essa é uma prática deles, a história nos mostra como eles agiram ao derrubar Getúlio Vargas e João Goulart”.

A Petrobras é um ponto central para garantir a soberania nacional. A Unegro rechaça a tentativa da direita de desvalorizar a maior empresa de petróleo do mundo para entregá-la, em forma de ações, ao imperialismo. “Os corruptos devem ser punidos, por isso ir às ruas defender a Petrobras é um ato patriótico”. 


Presidente da Unegro, Edson França
O genocídio da juventude negra também foi uma questão levantada pelo líder da Unegro e aclamada pelos dirigentes presentes. “Não podemos admitir que o Estado assassine nossos jovens e a esquerda continue em silêncio”, denunciou.

O representante do PCdoB, Nivaldo Santana, apresentou o posicionamento do partido, que defende a unidade da esquerda diante da atual conjuntura política e vê a possibilidade de convergência diante de pontos em comum. “A Petrobras é uma luta estratégica pois a privatização pode causar a demissão de 500 mil trabalhadores, defendemos o crescimento econômico, que não pode ser feito com ajuste fiscal porque não são os trabalhadores que devem pagar a conta da crise do capitalismo”, esclareceu. 


Nivaldo Santana representou o PCdoB
O MST defende a definição de uma agenda de lutas capaz de mobilizar todos os setores da esquerda em busca de uma pauta comum. “Devemos enfrentar os setores reacionários e colocar em pauta a reforma política e as outras reformas estruturantes”.

A CUT, por sua vez, defende que a classe trabalhadora deve agir contra o conservadorismo do Congresso Nacional e da mídia que atingem diretamente os interesses do povo brasileiro. “Vivemos um momento dificílimo, que em outros tempos já causaram golpes”.

A CTB se soma à luta dos movimentos sociais e acredita que apenas com unidade e definição de pautas comuns será possível enfrentar a ofensiva da direita. “A luta começa agora, precisamos responder os golpistas com ações políticas”.

Enquanto a direita busca denegrir a imagem da Petrobras para enfraquecê-la e entregá-la aos interesses imperialistas, os trabalhadores petroleiros apresentam dados concretos capazes de provar a importância desta empresa para o desenvolvimento nacional. De acordo com a FUP, a Petrobras representa 13% do PIB nacional, investe diariamente mais de R$300 milhões no país. Na indústria naval criou 18 empregos por dia nos últimos anos, chegando à marca de 90 mil novos postos de trabalho. Portanto, entende-se que defender a Petrobras é defender também o povo brasileiro e os interesses progressistas que buscam a soberania.

A UJS atenta para o fato de que o Congresso Nacional é o mais conservador desde 1964 e isso representa uma ofensiva grave da direita que atinge não apenas os partidos políticos, mas todos os movimentos sociais. “A direita está fazendo uma chamada pública ao golpe, precisamos ir às ruas defender a democracia”, afirmou Flávia Calé.

Mulheres na luta em defesa da soberania nacional, foi com este tom que a secretária nacional de Mulheres do PCdoB e representante da UBM, Liège Rocha, expressou o posicionamento político feminino diante da ofensiva da direita. “A história nos mostra que a unidade é possível e estamos caminhando para a defesa da democracia, as mulheres são protagonistas desta luta”.

A luta por soberania passa pela democratização dos meios de comunicação

O dirigente nacional do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, atentou para o papel da imprensa hegemônica neste processo: “A mídia envenenou a sociedade e disseminou o ódio. A ofensiva da direita não é apenas contra os partidos políticos, contra o PT, é contra todos os movimentos sociais, eles não estão apenas com a agenda neoliberal, mas se organizam em questão de comportamento e são extremamente racistas, homofóbicos, estão prontos para atingir todas as minorias”.

Do Portal Vermelho,
Mariana Serafini

PCdoB define agenda de luta contra ação golpista no Brasil

no Portal Vermelho

“PCdoB reafirma sua posição de defesa do mandato da presidenta Dilma Rousseff, da Petrobras, do combate à corrupção e dos direitos até aqui conquistados”, afirmou Renato Rabelo, em entrevista à Rádio Vermelho, ao relatar encontro com a presidenta Dilma Rousseff, nesta terça-feira (3), em Brasília. 


Joanne Mota, da Rádio Vermelho


Ilutração: Andocides Bezerra
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O presidente do PCdoB orienta a militância comunista para que inicie um trabalho de plenárias pelo Brasil, que tenham como objetivo organizar os atos do dia 13 de março e a análise da conjuntura, com a proposição de uma agenda de ação em cada canto do país.

“O atual momento é complexo e precisa de todas as energias do Partido. Precisamos deixar claro o que está em jogo nesse acirrado confronto. Ocupando todos os espaços, inclusive as redes sociais”, diz Renato.

Ele informou que também participaram da reunião com a presidenta Dilma Rousseff a líder do PCdoB na Câmara, Jandira Feghali; a senadora pelo PCdoB do Amazonas, Vanessa Grazziotin; o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo; e a vice-presidenta do PCdoB e deputada federal pelo PCdoB de Pernambuco, Luciana Santos.

“Foi um encontro de reafirmação da confiança. A presidenta Dilma Rousseff falou sobre a atual conjuntura, segundo ela [a presidenta], o país vive uma transição. Se 2015 é uma ano de ajustes, 2016 já sinaliza fortes expectativas da retomada do crescimento”, informou Renato ao citar fala de Dilma.

O dirigente ainda informou que a presidenta prepara pronunciamento à nação para esclarecer todas as propostas, de forma a sufocar as especulações e desanuviar a onda em curso.

Ação política
Ainda durante a entrevista, Renato Rabelo voltou a alertar que “estamos diante de uma tentativa da oposição golpista de criar um ambiente favorável a uma posição antidemocrática e golpista, aprofundada após as eleições do ano passado”.

Ao lembrar das resoluções aprovadas na última reunião da Comissão Política, cujo centro das tarefas é derrotar o golpismo, fortalecer a contraofensiva pelo êxito do governo Dilma, o líder comunista afirmou: “É nesse sentido que o nosso Partido tem de atuar, orientando cada base e cada militante comunista pelo Brasil sobre a realidade que vive o país e o que está em jogo na atual disputa política”.

“Nosso papel como ator da história é barrar a marcha golpista liderada pelos setores mais reacionários e que encontra ressonância na chamada mídia conservadora. Esses setores inflamam a sociedade com um ódio ao movimento de mudança, contra as conquistas, as cotas, o acesso aos aeroportos, às universidades, ao pleno emprego, à valorização do salário, à cidades mais humanas. Ou seja, contra os direitos conquistados pelos que geram a riqueza nesse país”, voltou a alertar Renato Rabelo.

Comunistas em luta

“O PCdoB conclama a todos e todas, dirigentes, militantes, quadros, amigos do Partido para que juntos enfrentemos a ameaça que ronda um governo eleito de forma legítima e democrática, a ameaça a nação, a ameaça às conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras. A volta dessa gente é o retrocesso, quem perde são os trabalhadores e trabalhadoras. O nosso Partido deve ocupar seu lugar na história, dominar as rédeas da luta e influir no curso político”, salientou Renato.

"O que está em jogo é a defesa da democracia, das nossas instituições. Nós não admitimos golpismo, não admitimos nenhuma medida antidemocrática. Os comunistas conhecem a história, a construíram com luta e sangue”, sublinhou.

Bandeiras de luta

Nessa contraofensiva, segundo o presidente nacional do PCdoB, o que deverá nortear a luta dos comunistas será a defesa constitucional do mandato da presidenta Dilma Rousseff; a defesa da Petrobras e da engenharia nacional; e o combate à corrupção, com o fim do financiamento de campanha por empresas.

Renato ainda explicou que “além destas três bandeiras, há também as premissas que estão na base do desenvolvimento, as quais têm por centro a retomada do crescimento sem nenhuma perda para o trabalhador e trabalhadora. Compromisso, inclusive, reafirmado por Dilma nesta última conversa com o PCdoB”.

“Nossa batalha é e sempre foi nas ruas. Por isso, nós devemos nos empenhar pelo êxito das manifestações marcadas para o dia 13 de março. Todo o Partido deve se envolver nessas manifestações, mobilizando suas bases e militância, convocando amigos e a sociedade em geral contra a marcha golpista”.

93 anos do PCdoB

Na oportunidade, o líder comunista também convocou a militância para os atos comemorativos do aniversário do PCdoB, que é comemorado no dia 25 de março.

“Essa data, para nós comunistas, têm uma sentido grandioso, significa a reafirmação de uma luta iniciada em 1922, de uma luta pela transformação social. Essa data reafirma a missão histórica do PCdoB com o Brasil”, finalizou.


Fotos mostram até onde vai a criatividade de pessoas 'preguiçosas'

no Catraca Livre
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Todo mundo tem seu dia de preguiça. Aquele em que não conseguimos sair da cama, não queremos atender o telefone e nem temos ânimo para fazer as cansativas tarefas domésticas. Nesses dias, levantar do sofá para pegar o controle da televisão vira uma missão quase impossível.
As fotos abaixo, reunidas pelo site Bored Panda, mostram pessoas preguiçosas que usaram a criatividade para continuar usufruindo do tempo ócio e da tranquilidade. Confira:

GERAÇÃO E - Instrutora de ioga de 96 anos dá aulas toda semana em NY

no Catraca Livre
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Aos 96 anos, Tao Porchon-Lynch se mantém na ativa: é a instrutora de ioga mais velha do mundo, de acordo com o “Guinness Book”. “Não há nada que não possamos fazer se aproveitarmos o poder dentro de nós”, afirma em seu site. Seu currículo é extenso. Já treinou e certificou centenas de instrutores. São mais...
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